Mangueira

É tão querida, ultrapassa tanto as fronteiras do carnaval carioca que ganhou o status de nação. A Nação Verde-e-Rosa é uma das escolas de samba mais premiadas da história, construída e venerada por ídolos eternos da música brasileira. O maior deles é Cartola, marido de Dona Zica da Mangueira. É forte a influência das tradições, crenças, batuques e cantos de nações africanas nos muitos campeonatos da Nação.

Beija-Flor

Com quatorze campeonatos conquistados, atrás apenas da Portela e da Mangueira, a Beija-Flor de Nilópolis também consolidou Joãosinho Trinta como um dos maiores carnavalescos da história. Ele já tinha duas vitórias no Salgueiro como carnavalesco solo (1974 e 1975), mas foi na Beija-Flor que virou mito.

Império Serrano

O Império Serrano teve origem no Morro da Serrinha, vertente oeste da Serra da Misericórdia, entre os bairros de Madureira e Vaz Lobo. A região foi povoada, no início do século XX, por moradores expulsos do centro da cidade e ex-escravos. Os habitantes da localidade cultivaram tradições populares como os blocos carnavalescos familiares e as rodas de samba e de jongo. Diferente de outros logradouros onde o jongo deixou de ser praticado, na Serrinha a tradição foi mantida, com a criação da ONG Jongo da Serrinha e da Casa do Jongo.

Portela

A Portela é a maior campeã do carnaval carioca. A Portela foi fundada em 11 de abril de 1923 no bairro de Oswaldo Cruz, vizinho a Madureira. Sendo a mais antiga escola de samba em atividade permanente, é a única que participou de todos os desfiles da cidade.

União Da Ilha

Durante o carnaval de 1953, os amigos Maurício Gazelle, Orphilo Bastos e Joaquim Lara de Oliveira, decidiram fundar uma escola de samba que pudesse disputar os concorridos prêmios do carnaval da Ilha do Governador. O que eles não poderiam imaginar é que um simples grupo de amantes de samba e futebol estaria dando o pontapé inicial de uma das escolas mais queridas do carnaval carioca, a União da Ilha do Governador.

Acadêmicos do Salgueiro

No princípio do século XX, as terras do morro na Tijuca onde hoje é o Salgueiro já haviam abrigado lavouras de café e uma fábrica de chita. Aos poucos, foram tornando-se lugar de moradias de imigrantes e escravos. Com as mortes do Conde de Bonfim e seu filho, o Barão de Mesquita, o local foi loteado pelo Barão de Itacuruçá, genro do Barão de Mesquita, e as terras, vendidas a pequenos proprietários. Comerciante e dono de uma fábrica de conservas, Domingos Alves Salgueiro tinha 30 barracos no local. Logo batizou o “Morro do Seu Salgueiro”.

Imperatriz Leopoldinense

O G.R.E.S. Imperatriz Leopoldinense, de 1959, carrega o verde e branco no estandarte. Em mais de meio século, marcou suas apresentações pela qualidade técnica, beleza das alegorias e enredos focados em temas histórico-culturais. Foi a primeira tricampeã do Sambódromo, com desfiles originais e luxuosos concebidos por alguns dos maiores talentosos carnavalescos, como Arlindo Rodrigues, Max Lopes, Viriato Ferreira e Rosa Magalhães. Foi a única escola de samba a obter nota máxima em todos os quesitos no desfile principal por três vezes: 1980,1989 e 2001.

Grande Rio

Em 1988, foi fundado o G.R.E.S. Acadêmicos de Duque de Caxias. Para que a agremiação fosse filiada à Associação das Escolas de Samba da Cidade do Rio de Janeiro, teria que ser oriunda de um bloco carnavalesco. Para tal, surgiu o G.R.B.C. Lambe Copo, no bairro Prainha. Tendo apoio das escolas da Associação, dos políticos do município, da população e dos sambistas, a Acadêmicos de Duque de Caxias elegeu sua primeira diretoria. Assim foram os primeiros passos da Grande Rio.

Paraíso do Tuiuti

O desfile de 2018 surpreendeu o Sambódromo. Depois de ter ficado na última posição em 2017, a Paraíso do Tuiuti chegou ao vice-campeonato, chegando a brigar pela liderança. Foi o melhor resultado na história da agremiação.

Vila Isabel

O Grêmio Recreativo Escola de Samba Unidos de Vila Isabel é uma das mais tradicionais escolas de samba da cidade Rio de Janeiro. Sediada hoje no Boulevard 28 de setembro, em Vila Isabel, a Vila foi fundada por Antônio Fernandes da Silveira, conhecido no bairro como Seu China por ter “olhos puxados”, apesar não ter descendência oriental. Ex-morador do morro do Salgueiro, Seu China se mudou para o Morro dos Macacos em 1945. Entrando em contato com o carnaval de Vila Isabel, o sambista acreditava que o bairro de Noel Rosa merecia ter uma escola de samba.

Unidos da Tijuca

A Unidos da Tijuca foi criada da fusão de quatro blocos dos morros da Casa Branca da Formiga e Ilha dos Velhacos. Em 1931, no dia 31 de dezembro, na subida da Rua São Miguel, 130, na casa 20, da família Vasconcelos, homens e mulheres se uniram para fundar a escola. A Unidos da Tijuca tem o pavão real como símbolo e o azul e o amarelo ouro como cores. Existem duas histórias que justificam a adoção desta identificação pela agremiação.

Cidade do Samba

A Cidade do Samba é o maior complexo de arte e entretenimento do país, onde as Escolas de Samba podem mostrar o que existe de melhor na maior festa popular do planeta. Situada no Porto Maravilha, a o local reúne os centros de produção de carros alegóricos e fantasias das maiores Escolas de Samba do Brasil.

Liesa

A Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro (Liesa) foi fundada em 24 de julho de 1984, o ano de inauguração do Sambódromo, obra de Oscar Niemeyer, pelo governador Leonel Brizola e seu idealizador, o vice-governador Darcy Ribeiro. Naquela data, aconteceu a primeira reunião oficial entre as dez escolas de samba dissidentes da Associação das Escolas de Samba da Cidade do Rio de Janeiro.

São Clemente

Nenhum esporte mobiliza tanto os brasileiros quanto o futebol. A explicação esta na facilidade de se praticar, até com laranjas a população jogava e se divertia. Foi dessa forma que o esporte se popularizou, criando a convicção de que o Brasil joga “o melhor futebol do mundo”, graças à ginga, e a valorização do drible, o que o diferencia dos demais países. Acompanhando o interesse pelo esporte, no ano de 1951, jovens do bairro de Botafogo, participavam de uma equipe nas cores azul e branca chamada São Clemente Futebol Clube, em homenagem a rua que moravam.

Alegria da Zona Sul

O Grêmio Recreativo Escola de Samba Alegria da Zona Sul é uma escola de samba criada na comunidade do Cantagalo-Pavão-Pavãozinho, em Copacabana. Sua quadra encontra-se na Rua Frei Caneca, 239 – ao lado do Arco da Apoteose, no Sambódromo. O barracão fica na Via Binário do Porto, 250, Santo Cristo, na área revitalizada do Porto Maravilha.

Bloco Escravos da Mauá

O Escravos da Mauá, maior bloco de carnaval do Porto Maravilha, começou a agitar as ruas da região em 1993. A folia foi feita por amigos que trabalhavam no Instituto Nacional de Tecnologia (INT). Seus sambas cantam a história do bairro, berço dos primeiros Ranchos e do carnaval de rua do Rio de Janeiro. A região também já foi local de moradia, trabalho e encontro de chorões e sambistas cariocas.

Vizinha Faladeira

A Associação Recreativista Escola de Samba Vizinha Faladeira foi fundada em 10 de dezembro de 1932 por David da Silva Neves, no bairro do Santo Cristo. É uma das mas antigas escolas de samba do Brasil e foi a primeira a ter uma comissão de frente e a usar enredos internacionais. Trouxe diversas inovações e novidades para os desfiles carnavalescos, como a introdução do carro alegórico; ala infantil, instrumentos de percussão mais leves e sofisticados.

Mocidade Independente de Padre Miguel

Fundado em 10 de novembro de 1955, o Grêmio Recreativo Escola de Samba Mocidade Independente de Padre Miguel tem suas origens em um time de futebol, o Independente Futebol Clube. Entre os fundadores estão Silvio Trindade (Tio Vivinho), Alfredo Briggs Filho, Renato da Silva, Djalma Rosa, Olímpio Bonifácio, Ivo Lavadeira, Orozimbo de Oliveira, Mestre André, Tião Marino, Altamiro Menezes (Cambalhota), Geraldo de Souza (Prego).