Paraíso do Tuiuti

O desfile de 2018 surpreendeu o Sambódromo. Depois de ter ficado na última posição em 2017, a Paraíso do Tuiuti chegou ao vice-campeonato, chegando a brigar pela liderança. Foi o melhor resultado na história da agremiação.

Foto: Edurado Holanda
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Foto Edurado Holanda

A história da Paraíso do Tuiuti remonta à década de 1930, mas a Unidos do Tuiuti desapareceu após a Segunda Guerra Mundial para dar lugar ao Bloco dos Brotinhos. A comunidade, sem dinheiro para um carnaval mais sofisticado, preferia sair no bloco, desprezando a então Paraíso das Baianas. Foi aí que um grupo de sambistas se reuniu, entre eles Nélson Forró e Júlio Matos, e resolveu terminar com o bloco e também com a Paraíso das Baianas, fundando a 5 de abril de 1954 a Paraíso do Tuiuti. A nova agremiação ganhou as cores amarelo (herdado da Paraíso das Baianas) e azul (herdado da Unidos do Tuiuti).

Em 1968, com o enredo de Júlio Matos homenageando o bairro de São Cristóvão, a Paraíso do Tuiuti tira o primeiro lugar no Grupo 3 e vai para o Grupo 2. O fato é que, até o início da década de 1980, quase ninguém de fora da região ouviu falar da escola. A euforia começou quando a carnavalesca Maria Augusta Rodrigues deu o título do Grupo A para a escola, que não tinha patrono e só contara com a pequena subvenção oficial para fazer frente aos altos gastos que o Carnaval, com as características que tomou nos nossos dias, exige.

A escola fez o melhor carnaval de sua história no ano de 2018 Foto: Raphael David/Riotur

A escola tem como símbolo uma coroa, com uma lira na ponta de cima, ladeada por ramos de louro desde sua base. A coroa é presença constante nos desfiles. Geralmente é apresentada em posição de destaque no carro abre-alas. Uma das mais lembradas é a coroa do desfile de 2003, confeccionada pelo carnavalesco Paulo Barros, utilizando 7.500 latas de tinta.

Por serem de morros vizinhos, a Estação Primeira de Mangueira é a escola-madrinha da Paraíso do Tuiuti.

Ano de maior destaque na Avenida, o carnaval de 2018 teve o enredo sobre os 130 anos da Lei Áurea: “Meu Deus! Meu Deus! Está extinta a escravidão?”. A Tuiuti optou por encomendar seu samba-enredo a compositores da escola e contou com o reforço do intérprete Nino do Milênio (ex-Inocentes de Belford Roxo) e do casal de mestre-sala e porta-bandeira Marlon Flores e Danielle Nascimento. O desfile surpreendeu o Sambódromo. Depois de ter ficado na última posição em 2017, a Paraíso do Tuiuti chegou ao vice-campeonato em 2018, chegando a brigar pela liderança. Foi o melhor resultado na história da agremiação.

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