A princesa Abze Djigma, de Burkina Faso, visitou a Rocinha, na Zona Sul do Rio, nesta sexta-feira (08/05), para conhecer iniciativas sociais desenvolvidas pela Prefeitura do Rio em comunidades.
A agenda teve como foco o programa Territórios Sociais, coordenado pelo Instituto Pereira Passos (IPP) em parceria com o ONU-Habitat. A presidente do IPP, Clara Sanchez, acompanhou a comitiva durante a visita.
A programação começou no Mirante da Rocinha e passou por diferentes pontos da comunidade, incluindo o CMS Albert Sabin, a Via Ápia e a Associação de Moradores.
A comitiva também acompanhou uma apresentação de capoeira realizada por um projeto local e visitou a casa de Dona Jacione e Gabriel, onde foram feitas melhorias habitacionais.
Programa usa dados para mapear demandas sociais
Durante a visita, Abze Djigma conheceu ações voltadas à produção de dados sociais, ao mapeamento territorial e ao acompanhamento das condições socioeconômicas de famílias que vivem em comunidades cariocas.
O Territórios Sociais atua na coleta e organização de informações sobre moradores de favelas do Rio. Esses dados ajudam a identificar necessidades em áreas como saúde, educação, assistência social, moradia e infraestrutura urbana.
A proposta é permitir que o poder público tenha uma leitura mais precisa dos territórios e consiga planejar políticas públicas a partir das demandas reais da população.
Agenda aproxima experiências sobre desenvolvimento urbano
A visita à Rocinha integrou uma agenda institucional voltada ao intercâmbio de experiências sobre políticas públicas, inclusão social e desenvolvimento urbano.
Princesa e autoridade tradicional Mossi, Abze Djigma é descendente direta da princesa Yennenga, figura histórica associada à formação de Burkina Faso. Ela também é reconhecida internacionalmente pela atuação em pautas ligadas ao empoderamento de mulheres e jovens, justiça climática e fortalecimento comunitário.
Na Rocinha, a comitiva teve contato com iniciativas da prefeitura voltadas à promoção da cidadania e à melhoria das condições de vida em territórios populares. A agenda buscou apresentar experiências locais que combinam produção de informação, presença no território e articulação de políticas públicas.