O Parque Nacional da Tijuca iniciou uma operação de monitoramento e rescaldo após um incêndio atingir o Morro do Anhanguera, na região da Floresta da Tijuca. Como medida de segurança, cinco trilhas de acesso à área permanecerão fechadas ao público pelos próximos três dias, período estimado para a conclusão dos trabalhos emergenciais e prevenção de novos focos.
A área afetada não registrava incêndios havia mais de uma década e estava em processo de restauração florestal. De acordo com o analista ambiental Bruno Lintomen, coordenador da brigada do parque, a recuperação natural da vegetação deve levar mais de dez anos, evidenciando o impacto de eventos como esse em ecossistemas sensíveis da Mata Atlântica.
O incêndio, que durou dois dias, foi causado pela queda de um balão na manhã de domingo (26) e só foi completamente extinto na tarde de segunda-feira (27), após atuação conjunta de brigadistas do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e do Corpo de Bombeiros do Estado do Rio de Janeiro, por meio do Grupamento de Socorro Florestal e Meio Ambiente (1º GSFMA). Apesar da chuva registrada na noite de segunda, técnicos identificaram que a precipitação não atingiu as áreas mais altas do morro, acima de 700 metros, mantendo o solo seco e propício à reignição.
Durante vistoria realizada na manhã desta terça (28), brigadistas encontraram e apagaram focos de fogo de turfa — incêndios subterrâneos que queimam matéria orgânica seca —, o que reforçou a necessidade de manter a operação de rescaldo por pelo menos três dias. O trabalho inclui medições da área atingida e monitoramento constante para evitar novos focos.
As trilhas interditadas são: Pedra do Conde, Alto da Bandeira, Pedra da Caixa, Mirante do Excelsior e Morro do Anhanguera. Segundo o ICMBio, o fechamento temporário é essencial para garantir a segurança dos visitantes e permitir a atuação das equipes em campo.
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