Gripen desenvolve manutenção e teste de armas no Rio de Janeiro | Diário do Porto


Defesa

Gripen desenvolve manutenção e teste de armas no Rio de Janeiro

A manutenção do motor em Petrópolis e Três Rios, somada aos testes de armas em Santa Cruz, consolidam o Rio como polo vital do Gripen

29 de março de 2026

O caça supersônico Gripen seria capaz de ir do Rio a São Paulo em nove minutos (foto: Força Aérea Brasileira / Sgto Bianca)

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O caça supersônico Gripen, cuja primeira unidade fabricada no Brasil foi apresentada nesta semana, é um projeto da empresa sueca Saab em parceria com a Embraer. Porém, seu motor, capaz de alcançar 2.400 quilômetros por hora, é um produto feito pela GE nos EUA, e sua sobrevivência em nosso país passa obrigatoriamente por Petrópolis e Três Rios, no interior do Estado do Rio.

É nestas cidades que ficam as unidades da GE Celma, que realizam a manutenção no Brasil dos motores de aviões fabricados pela GE Aerospace. Em relação ao Gripen, por um Acordo de Assistência Técnica (TAA) firmado em 2026, a GE Celma garantiu ao Brasil autonomia para realizar intervenções profundas nos motores do novo caça. O suporte aos motores do caça em Petrópolis é complementado pelo banco de provas em Três Rios, um dos mais modernos do mundo, onde as turbinas são testadas em condições extremas antes de voltarem aos céus. Essa estrutura elimina a dependência de enviar componentes críticos ao exterior, reduzindo custos e permitindo que a frota de caças Gripen da FAB tenha condições de estar pronta para o uso.

Para se ter uma ideia da capacidade do Gripen com seu motor da GE, em velocidade máxima, 2.400 km/h (Mach 2), o caça poderia cruzar o eixo Rio-São Paulo em apenas 9 minutos — um contraste gigantesco com os cerca de 60 minutos de um voo comercial convencional ou as mais de cinco horas enfrentadas pelos motoristas na Rodovia Presidente Dutra. Essa velocidade supersônica, no entanto, é reservada para interceptações críticas, já que eleva o consumo de combustível e gera o estrondo sônico, que pode afetar estruturas na superfície.

Gripen testou armas na Base Aérea de Santa Cruz

Se Petrópolis e Três Rios cuidam da propulsão, a Base Aérea de Santa Cruz (BASC), na Zona Oeste da cidade do Rio, é onde o Gripen demonstrou seu poder de fogo. Em testes concluídos entre o final de 2025 e o início de 2026, a unidade foi o palco principal para a maturação do armamento da aeronave em solo nacional.

Foi a partir de Santa Cruz que o canhão interno Mauser BK-27 do Gripen disparou pela primeira vez em exercícios de tiro real. Além disso, a base foi fundamental para a logística de lançamento do míssil Meteor, um dos armamentos ar-ar mais sofisticados em sua categoria. Com esses testes, o Gripen passou a ter um sistema de armas plenamente operacional.


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