Marinha do Brasil forma primeiras mulheres na Aviação Naval | Diário do Porto


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Marinha do Brasil forma primeiras mulheres na Aviação Naval

Segundo-Tenentes Helena Monteiro e Isabela Amorim concluem curso de aperfeiçoamento e passam a integrar grupo de Aviadores Navais

27 de maio de 2026

Segundo-Tenentes Helena de Souza Monteiro Morais e Isabela Ferreira de Amorim (Foto: Marinha do Brasil)

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A Marinha do Brasil alcançou um marco histórico ao formar as primeiras mulheres na Aviação Naval. As Segundo-Tenentes Helena de Souza Monteiro Morais e Isabela Ferreira de Amorim concluíram o Curso de Aperfeiçoamento de Aviação para Oficiais (CAAvO), tornando-se integrantes do seleto grupo de Aviadores Navais da força. A formação é reconhecida pelo alto grau de exigência operacional e psicológica, incluindo treinamentos de sobrevivência no mar e na selva, adaptação fisiológica, instruções operacionais e pouso a bordo .

Durante o curso, os Oficiais-Alunos foram submetidos a etapas rigorosas que testaram resistência física, capacidade técnica e equilíbrio emocional. Segundo Helena Monteiro, a experiência exigiu preparação constante e superação diária. “Cada etapa exige preparo técnico, equilíbrio emocional e muita resiliência. Em nenhum momento buscamos distinção; o objetivo sempre foi atingir o mesmo padrão operacional exigido de todos os pilotos da Aviação Naval”, afirmou .

Para Isabela Ferreira, a conclusão representa anos de dedicação e esforço. “Ser Aviador Naval sempre foi um sonho construído com muito esforço. Cada fase exigiu física e emocionalmente de mim e de meus colegas, especialmente os treinamentos de sobrevivência e estágios de qualificação. Tenho muito orgulho de fazer parte desse momento e espero que nossa história incentive outras mulheres a acreditarem na própria capacidade”, declarou .

Reconhecimento institucional e impacto histórico

O Comandante em Chefe da Esquadra, Vice-Almirante Antonio Carlos Cambra, destacou a relevância da conquista: “As Tenentes Helena Monteiro e Isabela Ferreira demonstraram competência, resiliência e capacidade operacional em todas as fases do curso, cumprindo exatamente os mesmos requisitos exigidos aos demais militares. Essa conquista representa mais um marco na integração feminina em todos os setores da Marinha do Brasil e inspira futuras gerações” .

Entre os colegas de turma, o desempenho das Oficiais foi reconhecido como compatível com os padrões exigidos. O Segundo-Tenente Ian Henriques de Andrade afirmou: “O desempenho delas sempre foi compatível com o padrão exigido pelo curso. Todas as etapas foram cumpridas com comprometimento. A turma inteira celebra esse momento histórico com muito orgulho” .

Para os familiares, o marco também tem significado especial. A mãe de Helena Monteiro, Rejane de Souza Monteiro, participou da cerimônia de entrega das “asas” de Aviador Naval e destacou a emoção de acompanhar a trajetória da filha: “Ver minha filha superar cada desafio dessa formação tão exigente é emocionante. Tenho certeza de que esse momento servirá de inspiração para muitas meninas” .

Formação e etapas do Curso de Aperfeiçoamento de Aviação

O caminho até a formação como Aviador Naval inclui ingresso no Colégio Naval, Escola Naval ou no Centro de Instrução Almirante Wandelkolk (CIAW), seguido por seleção baseada em critérios de antiguidade, desempenho e aptidão para voo. Os candidatos passam por exames médicos específicos, avaliações fisiológicas e psicológicas.

Após aprovação, os Oficiais se deslocam para São Pedro da Aldeia (RJ), sede da Aviação Naval, onde iniciam a fase teórica no Centro de Instrução e Adestramento Aeronaval Almirante José Maria do Amaral Oliveira (CIAAN). Em seguida, seguem para treinamento prático de voo no 1º Esquadrão de Helicópteros de Instrução (EsqdHI-1), com etapas progressivas e eliminatórias, incluindo manobras básicas e avançadas, navegação por contato e por instrumentos, rádio-instrumentos, emprego de armamento, pousos a bordo e missão operativa final .

Somente após completar todas as etapas, os Oficiais recebem suas “asas” de Aviador Naval e passam a atuar nos esquadrões operativos, contribuindo para missões de defesa, busca e salvamento e proteção da Amazônia Azul.

Atualmente, o concurso para o Colégio Naval oferece 156 vagas para jovens de 15 a 18 anos. A Escola Naval disponibiliza 66 vagas para candidatos de 18 a 21 anos. Mais informações sobre inscrição e requisitos podem ser consultadas no site oficial da Marinha do Brasil.


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