Armazém da Utopia | Diário do Porto

Armazém da Utopia

Casa da Companhia Ensaio Aberto, desde 2010, o Armazém da Utopia é um espaço de arquitetura singular, marcada pela estrutura original em aço e pelas paredes de tijolo aparente, preserva a memória do seu passado portuário. Local de eventos culturais variados, o Armazém já recebeu mais de 300 mil visitantes desde que passou a ser gerido pela companhia teatral.

Câmara dos Vereadores aprova lei que garante uso restrito do Armazém da Utopia para atividades culturais e sociais (Alexandre Macieira/Riotur)

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Quem passa pela Orla Conde passa em frente ao Armazém da Utopia. Foto: Alexandre Macieira/Riotur

Casa da Companhia Ensaio Aberto, desde 2010, o Armazém da Utopia é um espaço de arquitetura singular: marcada pela estrutura original em aço e pelas paredes de tijolo aparente, preserva a memória do seu passado portuário. Local de eventos culturais variados, o Armazém da Utopia já recebeu mais de 300 mil visitantes desde que passou a ser gerido pela companhia teatral.

Grafites com releituras de Debret (Alexandre Macieira/Riotur)

O galpão centenário de 5 mil metros quadrados foi palco de eventos como o Festival do Rio, o Rio H2K e o Tudo é Jazz no Porto, além de produções na área da música, da dança e das artes visuais. No dia 9 de março de 2017, o Armazém da Utopia passou a exibir na fachada um conjunto de murais de grafite que consiste de releituras das obras do artista francês Jean-Baptiste Debret. Eles retratam a escravidão. Foram também instalados murais compostos por ladrilhos pintados a mão por alunos e professores de seis instituições da rede municipal de ensino do Rio de Janeiro. O Armazém da Utopia fica no Armazém 6 do Cais da Gamboa, em frente à Praça Muhammad Ali e próximo à Parada Utopia-AquaRio do VLT Carioca.

COMPANHIA ENSAIO ABERTO

Apresentação da Missa dos Quilombos. Foto: Luiz Fernando Lobo/EnsaioAberto

Dirigida por Luiz Fernando Lobo, a Companhia Ensaio Aberto, fundada em 1992, se propôs a retomar o teatro épico no Brasil, na busca da superação do drama como forma cênica. O primeiro espetáculo foi O Cemitério dos Vivos. Desde então, são vinte espetáculos em diversas edições diferentes, entre eles Missa dos Quilombos, de Pedro Casaldáliga, Pedro Tierra e Milton Nascimento.

A Companhia Ensaio Aberto também tem no currículo Pierrô Saiu À Francesa; A Missão; Cabaré Youkali; Bósnia, Bósnia; O Noviço; A Mãe; O Interrogatório; Companheiros; Filhos do Silêncio; João e Rosa; Morte e Vida Severina; Missa dos Quilombos; Dom João VI; Havana Café; Olga Benário – um breve futuro; Estação Terminal; Sobre O Suicídio; A Pedra do Cais; 7 Sentimentos Capitais – corpos e cidades; e Sacco e Vanzetti.

Alguns desses trabalhos foram apresentados por vários anos. Outros passaram por diversas partes do Brasil, como a Missa dos Quilombos e o 7 Sentimentos Capitais. A companhia também rompeu fronteiras e desenvolveu temporadas no exterior, como nos espetáculos Companheiros, Morte e Vida Severina, Estação Terminal e Missa dos Quilombos. Este último ficou em cartaz por mais de uma década e tornou-se um símbolo do trabalho do grupo.

A companhia foi fundada em 1993, e já trocou quase todos os integrantes de seu núcleo. Há apenas dois dos fundadores participando ativamente, Luiz Fernando Lobo e Tuca Moraes. A Companhia se propõe a se tornar uma cooperativa e descentralizar cada vez mais a gestão.


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