No Rio de Janeiro, um bloco convida os foliões a viver o Carnaval sem álcool ou outras substâncias. Criado em 2003, o Alegria Sem Ressaca chega ao seu 24º desfile mantendo a proposta de que a festa pode ser vivida de forma intensa, coletiva e saudável, sem o consumo de bebidas alcoólicas ou drogas. A programação acontece ao longo de cinco dias, entre sexta-feira (13/2) e a Quarta-feira de Cinzas (18/2), na Clínica Jorge Jaber, espaço na Zona Oeste com cerca de 10 mil metros quadrados voltado ao tratamento da dependência química.
O ponto alto da agenda ocorre na terça-feira de Carnaval, dia 17, quando o bloco realiza seu desfile interno, reunindo pacientes em tratamento, ex-internos e familiares em uma celebração marcada por música, fantasia e convivência. “O Carnaval é um período de grande intensidade emocional e social. Criar um espaço onde seja possível participar da festa sem recorrer ao álcool ou às drogas ajuda a fortalecer escolhas e a ampliar a percepção de que a alegria não depende de excessos”, afirma o psiquiatra Jorge Jaber, idealizador da iniciativa.
No dia 17, a concentração começa pela manhã, com acolhimento e preparação dos participantes, e segue com a apresentação do show especial da Velha Guarda de Vila Isabel, que conduz o desfile e anima a festa. Entre serpentinas e confetes, os foliões poderão se refrescar com sorvetes, sucos e muita água, garantindo a hidratação ao longo do evento. Atividades como confecção de fantasias, dança, karaokê e banho de piscina integram a agenda, oferecendo alternativas de lazer sem o consumo de substâncias. A expectativa da organização é reunir cerca de 300 pessoas durante a programação, reforçando o caráter coletivo e inclusivo da iniciativa. Quem se identificar com a proposta de um Carnaval sem álcool e quiser participar pode obter mais informações pelo WhatsApp (21) 99107-3875.
Segundo Jaber, o desfile do dia 17 tem um valor simbólico dentro dessa proposta. “É um momento de celebração coletiva, de pertencimento. As pessoas se veem participando da festa, se reconhecem naquele espaço e percebem que é possível viver o Carnaval de outra maneira”, diz. Além do desfile, a agenda inclui atividades terapêuticas, oficinas psicoeducativas, grupos de reflexão e momentos de lazer pensados especialmente para atravessar este período. Estão previstas ações voltadas ao autocuidado, ao reconhecimento de gatilhos emocionais em períodos festivos, à elaboração de projetos de vida e ao fortalecimento de vínculos.