O Centro do Rio de Janeiro se destacou em 2025 como um dos principais destinos turísticos da cidade, atraindo 3.047.872 turistas ao longo do ano, segundo dados do Observatório do Turismo Carioca. Desse total, 2.445.240 foram visitantes nacionais, e 602.632 turistas internacionais, reforçando o papel da região como porta de entrada histórica do país para viajantes do Brasil e do exterior.
Entre os brasileiros, o maior movimento ocorreu em janeiro, com 236.572 visitantes, enquanto fevereiro registrou o menor fluxo, com 178.516 pessoas. Já entre os estrangeiros, março foi o mês mais movimentado, com 67.747 turistas, e junho teve o menor número, 34.233. A constância ao longo do ano evidencia a relevância permanente do bairro no roteiro turístico carioca.
A procura se explica pela grande concentração de patrimônios históricos e equipamentos culturais. O visitante encontra na região alguns dos principais marcos da história nacional, como a Biblioteca Nacional, o Theatro Municipal, o Museu Histórico Nacional, o Paço Imperial, o Mosteiro de São Bento, além de centros culturais e praças históricas que narram diferentes fases da formação do país.
Desde 2024, o Centro passou a ser oficialmente reconhecido como o terceiro bairro imperial do Rio de Janeiro. O título se soma a São Cristóvão, onde fica a Quinta da Boa Vista — antiga residência da família imperial —, e a Santa Cruz, local da fazenda e de uma residência (Palácio Imperial) de Dom Pedro II. O Centro do Rio integra esse conjunto por ter sido sede direta do poder político brasileiro desde o período colonial, passando pela chegada da corte portuguesa, pelo Império e pela República.
A designação reforça a singularidade do território: poucos lugares no país concentraram, por tantos séculos consecutivos, as estruturas administrativas e simbólicas do Estado brasileiro. Essa continuidade institucional faz do Centro não apenas um espaço histórico, mas um dos principais cenários da própria construção do Brasil.
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