TCE-RJ manda que Rioprevidência pare operações no Banco Master | Diário do Porto


Economia

TCE-RJ manda que Rioprevidência pare operações no Banco Master

Rioprevidência, que gere benefícios de 235 mil servidores, teria feito investimentos de R$ 2,6 bi no Banco Master, que está sob investigação

18 de outubro de 2025

Rioprevidência, segundo o Tribunal de Contas do Estado do Rio, teria mais de 25% de seu patrimônio no Banco Master (foto: reprodução da internet)

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O Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ) determinou que o Rioprevidência suspenda novos investimentos administrados ou geridos pelo conglomerado do Banco Master, que é alvo de investigação por gestão fraudulenta. 

O Rioprevidência é responsável pela gestão de recursos que pagam aposentadorias e pensões de mais de 235 mil servidores públicos estaduais do Rio. Segundo relatório do TCE-RJ, até 31 de julho deste ano, cerca de R$ 2,6 bilhões dos recursos do fundo estavam expostos a títulos emitidos ou a fundos administrados pelo banco, o equivalente a mais de 25 % de todo o patrimônio investido pelo Rioprevidência.

Valor estimado dos investimentos
Embora o TCE-RJ tenha indicado a cifra de R$ 2,6 bilhões expostos, o Rioprevidência contestou esse montante. Em nota oficial, o órgão afirmou que o valor “efetivamente investido” foi de aproximadamente R$ 960 milhões, e que a operação continua “regular e adimplente”

Concentração do Rioprevidência no Master é considerada irresponsável

O Banco Master e seu universo de fundos associados vêm enfrentando uma série de questionamentos que elevam o grau de risco das aplicações:

  • A instituição é alvo de um inquérito da Polícia Federal (PF) desde o final de setembro de 2025, que apura possíveis crimes contra o sistema financeiro, como gestão fraudulenta.
  • A proposta de aquisição do banco pela estatal Banco de Brasília (BRB) foi rejeitada pelo Banco Central do Brasil, o que reacendeu dúvidas sobre a saúde da instituição.
  • Técnicos do TCE apontam que o fundo de investimento ligado ao Master “oferecia taxas de investimento que são impossíveis de serem aplicadas no mercado” e que “o banco se encontrava numa situação falimentar e que certamente não poderia honrar com os compromissos que vinha assumindo naquela oportunidade”.
  • A concentração de recursos em um único banco/fundo, especialmente após alertas, é considerada “gestão possivelmente irresponsável” pelo TCE.

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