São Cristóvão é a principal atração do novo masterplan da Caixa Econômica Federal para investimentos imobiliários na região do Porto Maravilha. O bairro tradicional da cidade, sede do governo Imperial no século 19, está agora inserido na Operação Urbana Consorciada da Região Portuária e a previsão é de que passará por um grande conjunto de obras de revitalização.
Um masterplan é um plano diretor detalhado que orienta o desenvolvimento de uma área ao longo de vários anos. Ele reúne diretrizes urbanísticas, ambientais, de mobilidade, habitação, uso do solo, infraestrutura e desenho urbano, funcionando como um guia estratégico para todas as futuras intervenções públicas e privadas naquele território.
A integração de São Cristóvão ao plano — uma área de 3,7 milhões de metros quadrados que abriga marcos como a Quinta da Boa Vista, o Museu Nacional e a Feira de São Cristóvão — deve dar início a um amplo conjunto de obras. O novo traçado urbano prevê a implantação de malha cicloviária, melhorias de acessibilidade com novas travessias, reurbanização de espaços públicos e a chegada do VLT ao bairro, conectando-o diretamente ao eixo portuário.
São Cristóvão deverá ter 100 mil novas moradias até 2064
A Caixa avalia que São Cristóvão se consolidará como um dos maiores polos de renovação urbana da cidade, impulsionado por intervenções estruturais e pelo adensamento habitacional planejado. A instituição projeta uma transformação urbana de grande escala, com estimativa de Valor Geral de Vendas (VGV) de R$ 50 bilhões e a construção de até 100 mil novas moradias até 2064.
Segundo a Caixa, o avanço sobre áreas subutilizadas representa a abertura de uma nova fronteira de desenvolvimento no Rio de Janeiro, com impacto direto na dinâmica imobiliária, na mobilidade e na recomposição urbana da região. A iniciativa exige a parceria entre Caixa, Governo Federal, Prefeitura e incorporadoras como eixo estruturante do projeto.
O Fundo de Investimento Imobiliário Porto Maravilha (FII PM), administrado pela Caixa com aporte de R$ 5 bilhões do FGTS, já promoveu a reconfiguração urbana dos 5 milhões de metros quadrados da área portuária original, convertendo-a em um polo de grandes investimentos imobiliários nos últimos anos. Para a instituição, o novo masterplan funcionará como um instrumento de gestão de longo prazo, oferecendo previsibilidade e redução de riscos.
O Porto Maravilha já acumula mais de R$ 8,9 bilhões em investimentos privados, com cerca de 90% das 12 mil unidades habitacionais lançadas já comercializadas. A projeção da Caixa indica um novo ciclo de aceleração: ainda este ano estão previstos lançamentos de mais 4 mil unidades em dois empreendimentos, além de outras 3.600 atualmente em estudo. Com a expansão para São Cristóvão, a instituição aposta na consolidação de um corredor urbano integrado e sustentável, cuja meta final — 100 mil novas moradias — projeta um dos maiores programas de requalificação urbana já realizados no país.