O anúncio da criação do Rio Fashion Week, nova semana da moda carioca, foi feito em tom bem-humorado pelo prefeito Eduardo Paes, que usou as redes sociais para aparecer em um filme feito com Inteligência Artificial, em que ele mesmo desfila como modelo por cenários da cidade. O prefeito diz que o evento vai reunir as maiores marcas e nomes do setor e gerar um impacto econômico de mais de R$ 200 milhões, além de 8 mil empregos diretos e indiretos.
A expectativa é que a nova edição, prevista para 15 a 18 de abril de 2026, tenha caráter internacional, integração com música, arte e sustentabilidade, além de ocupar espaços simbólicos do Rio, como o Píer Mauá, fortalecendo a relação entre moda e paisagem urbana. O novo evento celebra um retorno da Fashion Rio, semana da moda carioca que aconteceu até 2014.
A estratégia digital chamou atenção pelo estilo do prefeito, que lembrou cenas da comédia Zoolander, estrelada pelo ator Ben Stiller. Ao apostar em uma comunicação informal e provocativa, Paes buscou dialogar diretamente com estilistas, influenciadores, empresários e consumidores de moda, reforçando a ideia de que o Rio Fashion Week não será apenas um evento setorial, mas parte de um projeto mais amplo de cidade.
Até 2014, a semana de moda carioca era conhecida como Fashion Rio, consolidada como um dos principais eventos do setor no país, ao lado da São Paulo Fashion Week. O evento era promovido pela Firjan e revelou ou fortaleceu marcas e estilistas que se tornaram referências do setor. As edições reuniam desfiles de grandes grifes, novos talentos e atraíam compradores, jornalistas e profissionais estrangeiros, ajudando a projetar a identidade da moda brasileira associada à criatividade, à diversidade e ao estilo de vida do Rio.
A interrupção do Fashion Rio deixou uma lacuna no calendário da moda nacional e reduziu a visibilidade do setor criativo fluminense. Agora, a promessa da Prefeitura é que a volta do Rio Fashion Week ocorra em um novo formato, alinhado às transformações do mercado, com foco em inovação, sustentabilidade, inclusão e impacto econômico. Mais do que resgatar um evento do passado, o desafio anunciado é recolocar o Rio no centro das discussões sobre moda, comportamento e economia criativa no Brasil e no exterior.