Após um período de reparos, o rebocador Laurindo Pitta voltou a receber visitantes e recoloca em cartaz um dos passeios turísticos mais tradicionais do Rio de Janeiro: a navegação guiada pela Baía de Guanabara, com vistas para quase 20 cartões-postais da cidade. A retomada devolve ao público a experiência de conhecer o Rio pelo mar a bordo de uma embarcação centenária, que é também um museu flutuante.
O passeio tem duração aproximada de 1h30 e parte do Espaço Cultural da Marinha, no Boulevard Olímpico. Durante o trajeto, um guia turístico apresenta curiosidades históricas e informações sobre os principais pontos avistados, como o Pão de Açúcar, a Fortaleza de São João, a Ilha Fiscal e a Ponte Rio-Niterói, além das ilhas e instalações navais que fazem parte da paisagem da baía.
Os passeios acontecem de quinta a domingo, incluindo feriados, com saídas às 13h15 e às 15h. Em janeiro, a programação foi ampliada, com tours de terça a domingo e ainda não foi divulgado se continuará em fevereiro. Os ingressos variam de R$ 30 (meia entrada) a R$ 60 (inteira), e podem ser adquiridos pelo site da “Ingresso com Desconto”. Mais informações podem ser obtidas pelo site da DPHDM.
Após a compra, o visitante deve comparecer ao Espaço Cultural da Marinha para validação do ingresso e embarque. O bilhete dá direito, como cortesia, a visita às exposições do complexo cultural.
O roteiro inclui, entre outros pontos, o Aeroporto Santos-Dumont, a Escola Naval, o Aterro do Flamengo, a Fortaleza de Santa Cruz, o Museu de Arte Contemporânea de Niterói, o Museu do Amanhã, a Ilha das Cobras, a Ilha Fiscal e o Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro — um percurso que combina paisagem, história militar e patrimônio cultural.
Construído na Inglaterra em 1910, por encomenda do governo brasileiro, o Laurindo Pitta é o único navio brasileiro remanescente da Primeira Guerra Mundial. Em 1918, integrou a Divisão Naval em Operações de Guerra (DNOG), atuando em missões de apoio logístico ao esforço aliado. Com 39 metros de comprimento, 8 metros de boca, 514 toneladas de deslocamento e velocidade máxima de 11 nós, o rebocador serviu por décadas ao Arsenal e à Base Naval do Rio de Janeiro.
Restaurado pela Marinha em 1997, o navio foi adaptado para receber até 90 passageiros e passou a abrigar uma exposição permanente sobre a participação brasileira na Primeira Guerra Mundial. Desde então, tornou-se protagonista do Passeio Marítimo pela Baía de Guanabara, unindo lazer, educação e preservação da memória naval brasileira.
Além dos passeios regulares, a embarcação também pode ser locada para eventos privados, mediante agendamento junto à Marinha, ampliando o uso turístico e cultural de um dos cenários mais emblemáticos do Rio vistos a partir do mar.
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