A Câmara de Vereadores de Maricá aprovou por unanimidade o projeto de lei da Prefeitura Municipal que autoriza o armamento da Guarda Municipal. Os 19 parlamentares presentes votaram a favor da proposta, que agora segue para sanção do prefeito Washington Quaquá.
Segundo o prefeito, os agentes passarão por treinamento realizado pelo Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE) da Polícia Militar, dentro de protocolos rigorosos de capacitação. “Seguiremos todos os protocolos para que os agentes sejam treinados pelo BOPE. Faremos de Maricá a cidade mais segura do Estado, trabalhando em conjunto com todas as forças de segurança”, declarou Quaquá.
De acordo com o secretário de Segurança Cidadã, coronel Julio Veras, será criado o Grupamento de Ocupação Democrática Armada do Território (GODAT), que reunirá cerca de 150 guardas armados. Atualmente, a Guarda Municipal conta com 420 agentes, que já recebem formações contínuas em Direitos Humanos e em parceria com o Instituto Marielle Franco. O uso de câmeras corporais será obrigatório em todas as operações, sob fiscalização da Corregedoria da Guarda e do Ministério Público.
Maricá está há 19 meses sem latrocínio
Os resultados recentes reforçam a estratégia adotada pela cidade. Maricá está há 19 meses sem registro de latrocínio (roubo seguido de morte), alcançou a menor taxa de mortes violentas desde 2003, não teve nenhum roubo de carga em 2025 e recuperou 77 veículos apenas neste ano. Foram ainda mais de 280 encaminhamentos à delegacia, todos apoiados pelo trabalho integrado da Guarda, Polícia Militar e Polícia Civil.
O município também conta com o Centro Integrado de Observação e Segurança Pública (Ciosp), que opera 3 mil câmeras, sendo 700 da Prefeitura equipadas com reconhecimento facial e leitura de placas. A meta é ampliar esse sistema para mais de 7 mil câmeras até 2026, cobrindo todo o território municipal.