O Governo Federal intensificou as negociações para evitar a greve dos controladores de voo, prevista para começar no próximo dia 24 de setembro, com potencial de paralisar decolagens nos principais aeroportos do país. A paralisação foi anunciada no último dia 10 e prevê a suspensão das operações entre 11h e 12h e entre 15h e 16h nos dias 24, 26 e 30 de setembro, além de 2 de outubro.
Nesta quarta-feira (17), uma reunião entre a NAV Brasil — empresa pública responsável pela navegação aérea — e o Ministério da Gestão discutiu as reivindicações dos servidores. Embora subordinada ao Ministério da Defesa, a NAV tem suas tratativas acompanhadas de perto pelo Ministério de Portos e Aeroportos. O Ministério Público do Trabalho estipulou prazo até sábado (20) para que as partes alcancem um acordo.
A NAV responde por 37% dos pousos e decolagens do país e atua em 43 aeroportos estratégicos, entre eles o Aeroporto Internacional do Rio, o Galeão, o Aeroporto Santos Dumont, além dos aeroportos paulistas de Guarulhos e Viracopos. Em nota, a empresa afirmou que acompanha atentamente o cenário e “trabalha intensamente para minimizar eventuais impactos, em conformidade com os normativos do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA) e em coordenação com os demais órgãos do SISCEAB”.
A estatal destacou que já realizou 17 reuniões com a representação sindical na tentativa de fechar o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) para o período 2025/2027. “A NAV Brasil tem se mantido aberta ao diálogo, atuando dentro dos limites legais, institucionais e de sustentabilidade para atender aos pleitos apresentados”, afirmou a companhia.
Já o Sindicato Nacional dos Trabalhadores na Proteção ao Voo alerta que a situação chegou a um limite crítico. Segundo a entidade, a falta de concursos públicos há 14 anos gera déficit operacional e sobrecarga nos controladores, submetidos a jornadas exaustivas. A precarização das condições de trabalho, afirma o sindicato, coloca em risco a segurança aérea.
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