Um ferro-velho irregular foi interditado nesta quarta-feira (10) em Itaguaí, na Região Metropolitana do Rio, durante uma operação da força-tarefa coordenada pelo Detran RJ para fiscalizar o comércio de peças e sucatas automotivas no Estado. Além das irregularidades administrativas, os agentes constataram a prática de crime ambiental no local.
Durante a ação, os fiscais verificaram que resíduos de borracha eram queimados diretamente sobre o solo de terra batida, prática considerada ilegal. O proprietário foi conduzido à delegacia para prestar esclarecimentos. Todo o material encontrado foi apreendido e encaminhado para empresas de reciclagem.
O ferro-velho interditado foi identificado por meio do monitoramento realizado pela Diretoria de Desmontagem do Detran RJ. O órgão informa que denúncias sobre estabelecimentos que comercializam peças automotivas sem cadastro podem ser encaminhadas ao Disque Denúncia ou ao e-mail da Ouvidoria de Desmonte do departamento (ouvidoria.desmonte@detran.rj.gov.br).
Segundo o Detran RJ, o ferro-velho funcionava sem credenciamento junto ao órgão e não apresentou notas fiscais das peças e sucatas comercializadas. Os agentes também identificaram buracos na parede do imóvel que permitiam acesso a outras duas lojas, onde peças de veículos estavam expostas para venda.
Outra irregularidade constatada foi a ausência das etiquetas de identificação com QR Code, exigidas por lei para garantir a rastreabilidade e a procedência das peças comercializadas. Sem esse sistema, torna-se mais difícil controlar a origem dos produtos e combater o mercado ilegal de componentes automotivos.
Durante a fiscalização, os agentes orientaram o responsável pelo estabelecimento sobre a necessidade de regularizar a atividade, cadastrando a empresa junto ao Detran RJ e mantendo a documentação fiscal de todos os produtos comercializados.
O presidente do Detran RJ, Carlos Eduardo Sarmento, afirmou que o reforço na fiscalização dos ferros-velhos será uma das prioridades de sua gestão.
Segundo ele, o objetivo das ações é orientar os proprietários a regularizarem seus estabelecimentos e atuarem dentro da legalidade. Sarmento destacou ainda que a medida busca oferecer mais segurança aos consumidores na compra de peças automotivas usadas.
LEIA TAMBÉM:
Maricá completa 550 dias sem roubo de carga e tem menor letalidade em 24 anos
Ainda sem data de reabertura, Museu Nacional ampliará área de exposição
Airbnb pede que clientes assinem abaixo-assinado contra decisão da Justiça