Uma equipe de estudantes do Rio de Janeiro venceu uma categoria da etapa final do First Championship, campeonato internacional de robótica estudantil realizado no último fim de semana em Houston, nos Estados Unidos.
O grupo RoboCEL, do CEL Intercultural School, conquistou o primeiro lugar na categoria Coding Award, voltada à avaliação de habilidades em programação e à capacidade dos alunos de demonstrar o que aprenderam durante o desenvolvimento do projeto.
A equipe carioca foi formada por cinco estudantes de 10 e 11 anos. Ao todo, a disputa reuniu 41 participantes de 17 países, colocando os alunos do Rio em uma competição internacional voltada à tecnologia, inovação e aprendizagem prática.
Projeto protege artefatos de sítios arqueológicos
O modelo apresentado pela RoboCEL consistia em um sistema de segurança para artefatos de sítios arqueológicos, tema da competição deste ano. A proposta foi desenvolvida com peças de LEGO, combinando montagem, programação e explicação técnica do funcionamento do projeto.
A categoria Coding Award não avalia apenas o resultado final do robô ou da estrutura apresentada. O prêmio leva em conta a lógica usada na programação, a clareza com que os estudantes explicam suas escolhas e a forma como aplicam os conhecimentos adquiridos ao longo do processo.
A professora Vivian Nogueira, treinadora da equipe, destacou que o resultado vai além do reconhecimento internacional. Para ela, a participação em competições de robótica ajuda os alunos a desenvolver responsabilidade, autonomia e capacidade de trabalhar em grupo sem perder a dimensão lúdica da infância.
Robótica amplia aprendizagem fora da sala tradicional
Competições como o First Championship têm ganhado espaço em escolas por aproximar os estudantes de áreas como programação, engenharia, matemática e resolução de problemas. No caso da RoboCEL, o projeto exigiu que crianças ainda no ensino fundamental articulassem ideias, testassem soluções e apresentassem o funcionamento do modelo diante de avaliadores internacionais.
Esse tipo de atividade também estimula competências que vão além da tecnologia. Para participar de uma competição global, os alunos precisam organizar informações, dividir tarefas, defender escolhas e lidar com ajustes no projeto até chegar à versão final.
A vitória da equipe do Rio reforça a presença de projetos escolares brasileiros em competições internacionais de ciência e tecnologia. Também mostra como a robótica estudantil pode funcionar como ferramenta de aprendizagem, usando desafios práticos para desenvolver raciocínio lógico, criatividade e colaboração desde cedo.
