Voluntários distribuem 3 mil refeições na cidade | Diário do Porto

Cidadania

Voluntários distribuem 3 mil refeições na cidade

Rio Solidário e Tropa da Solidariedade distribuíram quentinhas para pessoas em situação de rua e desempregadas. Ação evitou que alimentos estocados em creches fossem descartados

6 de maio de 2021


Shackal e o diretor do RioSolidario, Himalaia Galvão (Fotos: André Balocco/ Divulgação)


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A entidade beneficente RioSolidario, em parceria com aTropa da Solidariedade, um projeto do rapper Shakcal, distribuiu esta semana mais de três mil quentinhas a moradores de rua e desempregados no Centro, Catete, Glória, Central e Zona Sul. Ao lado de voluntários, as entidades terminaram a distribuição na quarta-feira 5.

As quentinhas foram preparadas em uma das creches que o RioSolidario administra, na favela do Batan, Zona Oeste do Rio. Foi uma ação rápida para evitar que estragasse a comida, estocada desde o início da pandemia.

“Foi um desafio muito grande, pois nunca tínhamos feito tantas refeições. E deu tudo certo”, disse a diretora do Espaço de Educação Infantil Batan, Majoi de Miranda, à espera do retorno às aulas em breve. “É uma causa nobre e juntamos as equipes de nossas três creches”.

 

Voluntários
Fila durante a distribuição de quentinhas na região da Lapa

RioSolidario realizará novas ações

Além dos sem-teto, a ação encontrou muita gente sem dinheiro para voltar para casa. Segundo os voluntários, o aumento de pessoas vulneráveis nas ruas é um retrato da quebra da cadeia produtiva da economia e do turismo, que alimentava o comércio ambulante da região e está afetada pela pandemia.

Himalaia Galvão, diretor executivo do RioSolidario, disse que pretende viabilizar a realização de novas ações. Ele próprio ajudou a distribuir as quentinhas. “Tem que meter a mão na massa. Não dá pra ficar de braços cruzados diante da fome”.

Ao término da ação, o rapper Shackal estava emocionado. “Essa é uma parceria especial. Distribuímos 200 quentinhas por final de semana e começamos com a ajuda de pretos americanos, da minha conexão com o Brooklin. Agora já estamos com cestas básicas e tem até gente da Zona Sul pedindo”, conta.


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