Volta da 'geral' no Maracanã é aprovada pelo governador | Diário do Porto


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Volta da ‘geral’ no Maracanã é aprovada pelo governador

Maracanã pode ter a volta do setor popular e sem cadeiras, atrás dos gols. Área tradicional foi extinta em 2005 para adequação a normas da FIFA

24 de outubro de 2019

O documentário "Geraldinos" contou a história da geral do Maracanã (foto: divulgação)

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A “geral”, setor mais popular do Maracanã, fechou em 2005. Mas a volta desse espaço ainda pode acontecer. Isso porque, o Governador Wilson Witzel, sancionou, o projeto de lei que autoriza a sua recriação – uma área sem assentos, à beira do campo e com preços mais acessíveis.

O último jogo de futebol com o setor “geral” foi uma vitória do Fluminense sobre o São Paulo, por 2 a 1. Após o fechamento, foi destruída durante o processo de modernização do Maracanã, para os Jogos Pan-Americanos de 2007. Seus 30 mil lugares foram reduzidos para 18 mil, de cadeiras, que obedecia uma imposição da Fifa, onde ninguém poderia assistir aos jogos de futebol em pé.

Há anos, muitos torcedores alegam que o estádio perdeu um pouco do espírito carioca, alegre e irreverente, que reinava no anel ao redor do estádio, quase ao nível do campo. Agora, essa amarga medida ganhou um novo viés. De autoria dos deputados estaduais André Ceciliano (PT) e Zeidan Lula (PT), o projeto de lei aprovado na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) tem como meta retornar com a democratização do acesso às partidas.


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O setor, segundo texto, ficaria atrás dos gols.”A intenção é fazer com que as pessoas mais pobres vejam jogos no Maracanã, o que não vinha acontecendo. É um passo enorme para a democratização do esporte”, explicou o presidente da Alerj, André Ceciliano.

A lei estabelece que para a criação dos setores, nos moldes da antiga “geral”, o governo poderá realizar obras de segurança, como também fazer a retirada das cadeiras dos setores Norte e Sul. A medida estabelece que ingressos tenham seus preços definidos pelos clubes, após estudo de viabilidade econômico-financeira e de condições de segurança.

Para que o Maracanã permaneça dentro do padrão estipulado pela FIFA, o setor sem cadeiras deverá ser móvel. Os assentos devem ser recolocados nas competições que tiverem essa exigência, como acontece em alguns estádios na Europa.

Falta agora o Governo divulgar como será feita a obra, quanto vai custar e quem vai pagar. Entre a aprovação da lei e a sua efetivação, há um longo caminho. A última grande reforma do estádio, para a Copa do Mundo de 2014, custou aos cofres públicos mais de R$ 1,4 bilhão.

Em 2015, o documentário “Geraldinos”, dirigido por Pedro Asbeg e Renato Martins, trouxe relatos dos frequentadores do Maracanã sobre a “geral”, inclusive com depoimentos de Romário e Zico, dois dos grandes ídolos da história do estádio.

 


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