VLT de Macaé, parado há 10 anos, é avaliado por empresas | Diário do Porto


Investimentos

VLT de Macaé, parado há 10 anos, é avaliado por empresas

Avaliações do VLT de Macaé servem para que a Prefeitura decida se vai por o sistema em operação. Análises são feitas por John Cockerill e T´Trans

7 de julho de 2021

VLT de Macaé está recebendo visitas de avaliação, para detectar avarias (Foto: Divulgação)

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Um dos símbolos do mau uso do dinheiro público em Macaé, o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) vai receber um segundo estudo sobre a viabilidade do sistema. Paralisadas desde 2012, as composições já foram avaliadas pela empresa T´Trans e, agora, também estão sendo analisadas pela John Cockerill, companhia belga de offshore e do setor ferroviário. Ambas devem apresentar orçamentos à Prefeitura local.

O VLT de Macaé, uma espécie de ‘elefante branco’ na cidade, cortaria a cidade de Norte a Sul, com 25 km de trilhos, e deveria ter entrado em operação no segundo semestre de 2011. Apenas dois veículos a diesel, de dois carros cada, que custaram cerca de R$ 15 milhões, foram entregues, mas nunca transportaram nenhum passageiro.

As composições estão paradas desde 2012 na linha férrea em frente à estação ferroviária de Macaé, onde está abrigada a Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana. A avaliação do estado das composições foi decidida, após reunião realizada em maio com o prefeito Welberth Rezende (Cidadania).

A John Cockrerill anunciou recentemente que pretende construir em Macaé uma fábrica de locomotivas para trens, atividade que já desenvolve em sua matriz na Bélgica. Com expertise no setor ferroviário, a John Cockerill tem interesse em atuar na futura gestão do VLT. “Nós temos todo o know-how também para a gestão. Os metrôs do Panamá e do Marrocos são operados pela John Cockerill”, afirma Marcelo Amado, executivo da empresa.


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VLT de Macaé tem avarias, mostra estudo da T´Trans

No dia 14 de maio, a T´Trans, que agora pertence ao Grupo Itapemirim (novo proprietário da Bom Sinal, fabricante do VLT), entregou para a Prefeitura o primeiro estudo sobre o sistema, com o diagnóstico e as medidas a serem tomadas. No entanto o orçamento ainda terá que ser calculado.

Entre os principais danos apresentados pelo relatório da T´Trans, estão a oxidação das portas, dobradiças e alguns equipamentos sob o piso, além de avarias na pintura e ressecamento de borrachas, elementos vedantes e lentes de faróis e lanternas. Também foram detectados vazamento de água no interior dos veículos e deterioração dos tapetes.

O secretário de Mobilidade de Macaé, Jayme Muniz, aguarda o relatório final do estudo da Jonh Cockerill para definir os próximos passos. “A parte mecânica das composições se encontra em ótimo estado. Mas questões como acabamento e automação vão requerer os maiores investimentos”, explica Muniz.

Após a entrega do segundo relatório, os orçamentos que forem apresentados pelas duas empresas serão analisados. A meta é chegar a uma decisão sobre o VLT até o final deste ano. A ideia, entretanto, não é colocar os trens para rodar a qualquer custo. “Não podemos aportar mais recursos públicos em uma estrutura imensa para beneficiar pouca gente. Tudo o que está sendo feito é para verificar a viabilidade do negócio”, finaliza o secretário.

 



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