VLT pede autorização para iniciar operação da Linha 3 | Diário do Porto


Mobilidade

VLT pede autorização para iniciar operação da Linha 3

Ainda sem receber dívida da prefeitura, VLT fez 100 demissões e negociou com fornecedores. A Linha 3 consolida o sistema, ligando a Central ao Santos Dumont

9 de maio de 2019

Linha 3 do VLT passa pela Matriz de Santa Rita, na Marechal Floriano

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Após demitir mais de 100 pessoas em um mês em função da falta de repasse de verbas da prefeitura, a Concessionária do VLT Carioca solicitou autorização para colocar em operação a Linha 3, último trecho previsto no sistema, que ligará a Central do Brasil ao aeroporto Santos Dumont.

Segundo a concessionária, “a iniciativa é resultado de um esforço da concessionária e seus acionistas que negociaram com o principal fornecedor a liberação do sistema, o que possibilita o início da operação do novo trecho”. Com a inadimplência da Prefeitura, segundo o VLT, foi preciso também reduzir o quadro de colaboradores, com mais de 100 demissões em um mês.

 


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O VLT continua tentando receber a dívida da Prefeitura. “O projeto foi concebido para ser uma parceria público privada, e a concessionária vem envidando todos os esforços para cumprir os termos do contrato em respeito aos usuários e aos comerciantes da região. Vamos seguir buscando o cumprimento do contrato também por parte da Prefeitura. Entendemos que perder um investimento deste porte é tirar da cidade um projeto moderno de mobilidade urbana”, afirma Marcio Hannas, presidente do VLT Carioca.

O novo trecho é a última entrega prevista no projeto e consolida a rede de 28 quilômetros de trilhos, 29 paradas e estações e 32 trens que circulam desde junho de 2016 no Centro e Região Portuária do Rio.

O percurso contará com 10 paradas, sendo três novas: Cristiano Ottoni-Pequena África (na praça de mesmo nome, também na região da Central), Camerino-Rosas Negras (na Marechal Floriano, próxima à rua de mesmo nome) e Santa Rita-Pretos Novos (também na Marechal Floriano, à altura da igreja homônima). Os nomes contam com homenagens a ícones da cultura africana, batizados em consenso com o Iphan e entidades do movimento negro e sociedade civil.

 


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