Viagem pela terra dos faraós no CCBB Rio acaba domingo | Diário do Porto


Exposição

Viagem pela terra dos faraós no CCBB Rio acaba domingo

Exposição traz 140 obras de arte do Museu Egípcio de Turim. Evento atingiu marca de 1 milhão de visitantes, o maior já registrado na história do CCBB Rio

27 de janeiro de 2020

"Egito Antigo: do cotidiano à eternidade" no CCBB Rio até domingo 2

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Sucesso de público, a exposição “Egito Antigo: do cotidiano à eternidade“, em cartaz no Centro Cultural do Banco do Brasil (CCBB), atingiu a marca histórica de mais de um milhão de visitantes. As filas para a exposição contornam o prédio desde o ano passado. A mostra foi prorrogada até 2 de fevereiro.

São 140 obras de arte vindas do Museu Egípcio de Turim (Museo Egizio), na Itália. Entre elas, uma múmia humana datada de 700 anos A.C., além de réplica de uma tumba, pirâmide, imagens de monumentos em 3D, esculturas, pinturas, amuletos, objetos cotidianos, um Livro dos Mortos em papiro, objetos litúrgicos e sarcófagos.

O público se encanta com os aspectos da historiografia geral do Egito Antigo, que são apresentados de forma didática e interativa. “Estou impressionado com tudo que vi. Você consegue entender um pouco de todo o mistério e rituais dessa civilização”, contou o estudante universitário Miguel Zidan.

Egito Antigo_CCBB
Ramsés II é um dos faraós mais famosos que reinou o Egito na era de ouro ( Foto:DiPo)

 

Peças Egito
Partes do acervo histórico do Museu de Turim

 


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A mostra é dividida em três fases: cotidiano, religiosidade e eternidade. À medida em que a visitação avança, as obras vão ficando maiores e mais pesadas, até chegar na etapa que trata da morte, onde estão sarcófagos, tumbas e uma múmia.

 

 

                                            Visitantes na fila para a exposição que dobrava o quarteirão no último domingo 

Fila não intimidou visitantes

Na reta final, as filas para a exposição estão contornando o CCBB Rio. O público espera, em média, duas horas na fila até conhecer os aspectos da cultura e da religiosidade no Egito antigo, em um período que vai de 4 mil a 30 anos antes de Cristo.

Quem esteve por lá garantiu que, mesmo com a espera, vale a pena.“Eu fiquei duas horas na fila. Mas valeu cada minuto no sol. Uma das coisas que mais gostei na mostra, além das peças, claro, foram os grandes painéis que facilitavam o significado de cada objeto e o entendimento daquela cultura”, contou a pedagoga Beatriz Torregrosa

CCBB_Cultura egípicia
Beatriz ficou encantada com o acervo da cultura egípcia

Para o público entender melhor em qual contexto os objetos eram usados, a curadoria incluiu uma réplica da tumba de Nefertari, que foi uma grande rainha egípcia, esposa de Ramessés II faraó do Egito. Para impressionar ainda mais os visitantes, uma pirâmide cenográfica de seis metros de altura também foi inserida na mostra.

 

Pirâmide Cenográfica
Pirâmide Cenográfica, medindo seis metros de altura, montado na Rotunda

 

O curador da exposição, Pieter Tjabbes, atribui o recorde nacional de visitantes ao altíssimo nível de qualidade das obras. “A combinação de obras fascinantes e uma dose substancial de interação sensibiliza pessoas que ainda não estão habituadas a visitar o CCBB. Também nos alegra muito perceber a participação de visitantes de diferentes níveis socioculturais, sendo que muitas dessas pessoas se mobilizam pela possibilidade de aproximação com as raízes africanas presentes na cultura do Egito Antigo”, explica Pieter.

A exposição deixará o Rio para ser apresentada em outras quatro localidades: CCBB São Paulo (em 18/02), CCBB Brasília (em junho) e CCBB Belo Horizonte, em setembro.

 


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