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Veste Rio: 5 dicas de moda para ajudar o planeta

Expositoras do projeto de sustentabilidade do Sebrae no Veste Rio apontam caminhos para o consumo consciente.

18 de outubro de 2018


Estande do projeto #modasustentável do Sebrae no Veste Rio (Foto: Isabella Ferri)


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Estande do projeto #modasustentável do Sebrae no Veste Rio (Foto: Isabella Ferri)

A moda sustentável é um dos temas centrais da sexta edição do Veste Rio, que acontece até domingo (21), no Píer Mauá. Para apoiar micro e pequenas empresas de moda sustentável, o Sebrae Rio abriu o espaço “Coletivo Moda Sustentável”, com coleções de oito grifes.

São marcas do Estado do Rio de Janeiro que trabalham com matéria-prima não poluente e mão de obra qualificada. O DIÁRIO DO PORTO foi ao estande do Sebrae em busca de dicas para quem gosta de moda e se preocupa com o meio ambiente.

Na Arrisco Brand, uma das expositoras, todo o processo de produção é pensado. Do corte do tecido à estratégia de venda, a palavra de ordem é trabalhar com economia circular. Preço justo, mão de obra local e produtos com menos impacto ambiental. As roupas são feitas a mão, sob medida, para não desperdiçar. Os resíduos viram botões encapados, brincos ou a própria etiqueta da roupa.

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Expositora dá dicas de consumo responsável

Nathalia Miguel, idealizadora da Arrisco Brand, nos deu dicas para um consumo consciente e sustentável. O planeta agradece.

1 – É essencial olhar a etiqueta da roupa e conferir a composição do tecido. É sempre bom comprar fibras naturais, porque elas não liberam micropartículas nem plástico na lavagem. Todo tecido que tem poliéster e poliamida, quando entra em atrito na máquina de lavar, solta micropartículas que são decantadas no oceano. Com as fibras naturais, não há esse risco.

2 – De onde vem o produto? Procure sempre saber de onde vem a sua peça para nunca comprar produtos de onde o trabalho escravo está inserido no modo de produção.

3- Procure comprar peças atemporais, que você conseguirá usar independentemente da tendência do momento ou estação do ano.

4 – Compre sempre de produtores locais. Ao invés de gastar seu dinheiro com grandes empresas, é bom incentivar os produtores menores e melhorar a distribuição de renda.

Na Arrisco Brand, restos de tecido são reaproveitados em acessórios (Foto: Isabella Ferri)

Julia Loha, criadora da grife homônima, trabalha com matéria prima biodegradável, com tecido especial que, depois de ser descartado em aterro sanitário, decompõe-se em até três anos. A marca criou o “Faça uma bailarina feliz”, movimento que apoia projetos sociais ligados à dança. É de Julia a quinta dica:

5 – Além de pensar no impacto ambiental e em economia circular, consuma marcas que apoiem projetos sociais e ONGs. Assim, se você não tiver certeza da procedência da matéria prima, ao menos consegue ajudar pessoas e fazer alguma diferença.

Reportagem da estagiária Isabella Ferri, sob supervisão de Aziz Filho, diretor de Redação do DIÁRIO DO PORTO.