Vem aí a “Tiradentes Digital” | Diário do Porto

Indústria criativa

Vem aí a “Tiradentes Digital”

Praça Tiradentes pode se juntar a Porto Maravalley, no Santo Cristo, e transformar área central da cidade no Vale do Silício carioca

14 de setembro de 2021


Praça Tiradentes pode ser novo hub digital do Centro (divulgação/Prefeitura RJ)


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Depois do Porto Maravalley, vem aí “Tiradentes Digital”. Com isso, a área central da cidade pode se transformar no Vale do Silício carioca, referência à região da California, nos Estados Unidos, que abriga as maiores e mais inovadoras empresas de tecnologia e internet do mundo.

A transformação do centro do Rio de Janeiro em um “Hub Digital”, espaço que conecta colaboradores, clientes, parceiros e startups para atrair novos negócios dos setores culturais, criativos e de inovação, foi tema de audiência pública recente realizada pela Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática da Câmara Municipal do Rio de Janeiro.

Presente à reunião, Washington Fajardo, secretário municipal de Planejamento Urbano, explicou que as iniciativas no âmbito do Reviver Centro, programa da Prefeitura que concede incentivos fiscais e tributários para quem investir na região, estabelecem a criação de um Distrito de Inovação na região da Praça Tiradentes.

“O Reviver Centro vai oferecer subsídios para que atores privados e institucionais possam formar ‘hubs de inovação’, que abriguem indústrias da cultura, setor criativo, design, tecnologia e ciência da computação. Territórios de inovação é uma necessidade urgente na nossa cidade. E o poder público tem grande capacidade de fomentar esse processo junto com a iniciativa privada”


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Geração de renda e conhecimento

Representando o Projeto Hub de Inovação, Carlos Augusto Carneiro projetou que a instalação de um distrito de inovação na Praça Tiradentes exigiria investimentos de R$ 1 bilhão, com possibilidade de faturamento de R$ 2 bilhões em 2024, gerando 20 mil empregos diretos e 50 mil empregos indiretos. “Estamos diante da chance única de transformar a nossa cidade. Mas precisamos de uma nova onda de investimentos e da sinergia entre estado, academia e iniciativa privada para reverter esse cenário de degradação acelerada”, concluiu.

O Porto Maravalley, no Santo Cristo, demandaria menos investimento, pois há um galpão da Prefeitura disponível para receber instituições de ensino e startups que irão se estabelecer no local. Segundo Chicão Bulhões, secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Inovação e Simplificação, o custo para adequação e adaptação do espaço está estimado em R$ 40 milhões. A ideia é que o valor seja custeado por empresas parcerias do projeto.

Uma delas já é conhecida. Será a Rede D’Or, que pretende instalar no local sua área de desenvolvimento tecnológico e formação de programadores e cientistas de dados.