Veleiro da Rússia, no Rio, comemorou descoberta da Antártica | Diário do Porto


História

Veleiro da Rússia, no Rio, comemorou descoberta da Antártica

Veleiro Kruzenshtern, da Russia, celebra 200 anos da primeira chegada à Antártica. A visita ao Rio repetiu trajeto original feito pelos russos no século 19

25 de janeiro de 2020

O Veleiro da Marinha Russa Kruzenshtern visitou o Rio de Janeiro em viagem comemorativa de 200 anos de descoberta da Antártida (Foto: DiPo)

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Em janeiro de 1820, o almirante Fabian Gottlieb Thaddeus von Bellingshausen e sua tripulação foram as primeiras pessoas a avistar o litoral da Antártica. Eles faziam parte de uma missão da Marinha Imperial da Rússia. Para comemorar os 200 anos dessa descoberta, o veleiro russo Kruzenshtern esteve no Rio de Janeiro na semana passada, numa visita de cortesia que repetiu o trajeto de Bellingshausen, que passou pela cidade no final de 1819.

A visita do Kruzenshtern também comemora os 75 anos do final da Segunda Guerra Mundial. E o próprio navio faz parte desse período da história. Até 1946, ele pertencia à Alemanha e tinha o nome de Padua. Acabou sendo confiscado pelo governo da URSS (União das Repúblicas Socialistas Soviéticas), como parte das reparações após o final do conflito.

Em posse dos soviéticos, o veleiro foi rebatizado em homenagem ao cientista Adam Ritter von Kruzenshtern. Em 1806, ele liderou a primeira expedição russa a realizar uma navegação ao redor do mundo. Depois de deixar o Rio, a próxima parada do navio, antes do continente antártico, será a ilha Shetland do Sul.

Todo em madeira, o veleiro conta com design tradicional e em seu convés foi erguida uma capela que remete às tradições da Igreja Ortodoxa Russa. O barco, considerado um dos maiores veleiros do mundo – com 114,5 metros de comprimento e 14 metros de largura, é utilizado pela Rússia para missões de representação diplomática ao redor do mundo e como navio-escola.

 


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