Veja propostas de Paes e Witzel para a Segurança | Diário do Porto


Segurança

Veja propostas de Paes e Witzel para a Segurança

Eduardo Paes e Wilson Witzel apresentam propostas para a segurança pública. Candidatos ao governo do Rio responderam à mesma pergunta do DIÁRIO DO PORTO

23 de outubro de 2018

Paes e Witzel em cenas de campanha

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O DIÁRIO DO PORTO procurou os dois candidatos ao governo do Rio, Eduardo Paes e Wilson Witzel, para saber o que pensam e o que pretendem fazer para desenvolver a região do Porto Maravilha, para aumentar a segurança e para limpar a Baía de Guanabara.

Enviamos as mesmas perguntas a ambos, e o limite de espaço para os argumentos foi cumprido. Hoje publicamos as respostas do segundo tema, Segurança Pública. A pergunta do DIÁRIO DO PORTO foi a seguinte:

“A violência é um dos entraves à ocupação da região central da cidade, especialmente a Zona Portuária. Quem mais sofre são os moradores das favelas, como a da Providência, em função dos tiroteios. Como melhorar a segurança na área?”

Ambos sinalizam para um maior entrosamento entre as forças de segurança e enfatizam a necessidade de investir em inteligência. Wilson Witzel propõe a criação de um distrito policial no Porto, alternando o comando entre as polícias Civil e Militar, além de estender o Segurança Presente para a região, entre outras propostas.

Eduardo Paes não focou a resposta em estratégia pontual para a região, afirmando que a política de segurança trata do Estado todo. Entre outras propostas, ele cita a criação da “Força da Paz”, uma força-tarefa de inteligência e operação integrada contra o crime organizado, com Polícia Civil, Receita Federal e Secretaria de Fazenda.

Confira as respostas:

Eduardo Paes

Paes em campanha
Paes em campanha

A Segurança será um fator primordial no meu governo. Precisamos trazer tranquilidade não só para a população, mas para os investidores também. O problema de violência, infelizmente, não está localizado só na região central da cidade. Hoje, atingiu a todo o estado. Por isso, a minha política será formada por ações que privilegiem a integração das forças policiais para a resolução do problema em todo o estado e não só em uma região específica.

O estado do Rio tem hoje cerca de 44 mil policiais, e muitos não estão nas ruas. Parte do efetivo está afastada, cedida ou em atividades administrativas. É preciso remanejar pessoal, aumentar o efetivo que faz o patrulhamento das ruas para reduzir os roubos e os homicídios.

Queremos reduzir a violência nas ruas de forma significativa já no primeiro ano, implantando um novo modelo operacional para o patrulhamento territorial. Vamos criar os Centros de Operações Policiais (C.O.P.) para integrar as atividades das forças de segurança, coordenando a vigilância nas ruas, o patrulhamento tático-ostensivo e as atividades de investigação criminal.

Vamos instituir também a Força da Paz, uma força-tarefa de inteligência e operação integrada contra o Crime Organizado. Terá participação da Polícia Civil, da Receita Federal e da Secretaria de Fazenda. O foco do trabalho é levantar e cruzar informações para asfixiar as fontes de financiamento do tráfico e da milícia.

O maior investimento em inteligência vai nos permitir atuar de forma mais cirúrgica contra as organizações criminosas e, com isso, evitar esse número absurdo de tiroteios nas comunidades. Tem muito policial, morador, gente inocente morrendo.

Por fim, quero dizer que, no meu governo, a segurança pública voltará a ficar sob a autoridade do governador. A intervenção acaba em dezembro, mas eu vou lutar para manter o apoio das forças armadas na segurança pública – sob o meu comando e com uma nova estratégia.

Wilson Witzel

Witzel em campanha
Witzel em campanha

Vamos criar o Distrito Policial do Porto, com comando integrado e alternado entre a Polícia Militar e a Polícia Civil, aproximando as instituições para maior uniformidade, integração operacional e colaboração entre todos.

Estenderemos o programa Segurança Presente para o Porto e criaremos a Universidade da Polícia, para formação e aperfeiçoamento entre todos os operadores da segurança pública.

Vamos criar a operação Lava-Jato do Estado do Rio: trabalho conjunto de cooperação entre Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Rodoviária Federal e Polícia Federal, para impedir a entrada de drogas e armas ilegais no estado e investigar a lavagem de dinheiro do narcotráfico.

Daremos aos policiais civis garantias e investimentos para aprofundar a capacidade de investigação e garantir aos policiais militares o respaldo jurídico para combater a criminalidade e, se for necessário, com uso de força letal. Entre outras medidas, vamos incorporar a guarda municipal no esforço de segurança.

 

Amanhã, você vai conhecer as ideias dos candidatos para despoluir a Baía de Guanabara, promovendo a saúde da população e o crescimento econômico em áreas com enorme potencial turístico, hoje desperdiçado.


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