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Veja os lugares favoritos dos arquitetos no Rio

O e-book “Meu Rio” mostra os lugares preferidos por 12 arquitetos na cidade. As escolhas mais frequentes foram o Museu de Arte Moderna e o Palácio Capanema

30 de dezembro de 2020
O e-book traz depoimentos de arquitetos sobre seus lugares preferidos no Rio (Foto: Deposit Photos)

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O Rio de Janeiro é a combinação de belos cenários naturais que foram enriquecidos pelo talento dos arquitetos. No e-book “O Meu Rio”, 12 arquitetos renomados selecionaram, cada um deles, cinco lugares preferidos na cidade e contaram sobre sua ligação afetiva com eles.

O DIÁRIO DO PORTO contabilizou as escolhas, e os locais mais votados foram o Museu de Arte Moderna, o Palácio Capanema e a Floresta da Tijuca, com quatro pontos cada um, além do Parque Madureira e Conjunto Pedregulho, com dois pontos. 

Conheça os principais locais selecionados pelos arquitetos:

Palácio Capanema

 Palácio Gustavo Capanema.
O Palácio Gustavo Capanema, no centro do Rio (Tomaz Silva/Agência Brasil)

Construído em 1946, o edifício foi resultado da participação de diversos nomes da arquitetura brasileira e mundial, como Lucio Costa, Oscar Niemeyer e Le Corbusier, maior nome da arquitetura modernista mundial. O edifício reuniu as principais características da arquitetura moderna, com o uso de pilotis, planta livre, terraço-jardim, fachada livre e janelas em fita.

“Um marco histórico muito importante e sempre bastante citado. Tem aspectos fundamentais da arquitetura tropical com enormes pilares que dão sombra, uma dimensão para o espaço muito importante. Toda a volumetria é um aspecto muito importante da obra do Niemeyer”, destaca Elizabeth de Portzampar, integrante do Comitê de Honra do 27º Congresso Internacional de Arquitetos UIA2020 Rio.

Museu de Arte Moderna

MAM
Inaugurado em 1948, o museu é referencia da vanguarda artística brasileira (foto: divulgação)

“O desenho do MAR propõe um contato entre a natureza e os materiais que o compõem, unindo tecnologia, história e contemporaneidade, num conceito livre de ocupação do espaço urbano. É o que tento imprimir nas minhas realizações: conceitos de simplicidade e sensações boas, de paz, de amor e de liberdade” , conta Thiago Bernardes.

Parque Madureira

parque madureira
O parque é o terceiro maior da cidade, com 3,15km de extensão (foto: RioTur)

“É um presentão para o subúrbio carioca. Não digo que é o mais interessante, mas é a síntese de um plano arquitetônico para a cidade.”, conta Tainá de Paula, que coordena o Projeto Brasil Cidades no Estado do Rio de Janeiro que discute o planejamento popular entre arquitetos.

Copacabana

Copacabana
Copacabana é a praia mais conhecida do Brasil (foto: RioTur)

“Morei lá por 21 anos e acompanhei sua transformação. Foi muito especial para mim acompanhar a Rua Barata
Ribeiro desde que ela tinha trânsito nos dois sentidos. Frequentei as livrarias, galerias de arte e os botequins e inferninhos do bairro, porque ninguém é de ferro, e principalmente a praia, na época de águas transparentes e repletas de tatuís, enterrados na areia molhada. Não era preciso sair do bairro para nada”, conta Luiz Carlos Menezes de Toledo.

Lapa

Arcos da Lapa
Os Arcos da Lapa são do século 18 (foto: Prefeitura do Rio / Divulgação)

Nascido e criado em Salvador, Nivaldo Andrade descobriu o Rio de Janeiro quando cursava a faculdade de Arquitetura na Bahia, no início dos anos 90. Veio à cidade para um encontro de estudantes e arquitetos e desembarcou em plena Lapa, na Fundição Progresso. Mesmo antes do processo de revitalização implementado na região, aquele cantinho do Centro encantou o jovem pela sua diversidade tanto cultural, quanto de estilos arquitetônicos. “Até hoje, todas as vezes que venho ao Rio, dou um jeito de passar pela Lapa e comemorar a vida que existe naquele espaço tão tradicional”, afirma.

Conj. Residencial Prefeito Mendes de Moraes

Pedregulho
Conhecido como Pedregulho, em São Cristóvão, é um símbolo de arquitetura e superação.

O conceito de cidade para Jeferson Salazar atravessa espaços de convivência e privilegia o encontro como essência do que é urbano. É nas áreas públicas, sabem os arquitetos, que o exercício da coexistência é realizado. “Um projeto belíssimo feito pelo arquiteto Affonso Eduardo Reidy, servidor público, que traz concepções pioneiras. A sinuosidade das suas curvas acompanha o relevo do terreno e traz a habitação acompanhada por uma concepção social muito forte, inclusive incorporando espaços de uso comum”, conta.

Região Portuária

praça Mauá nas Olimpíadas
Praça Mauá, na Região Portuária (Foto: Cedurp/Divulgação)

O arquiteto João Uchôa aposta no crescimento da Região Portuária e elogia seu processo de revitalização. “Este espaço dentro de 10 ou 15 anos será maravilhoso. Foi assim em Barcelona, em Buenos Aires, em Portugal. Começou o processo aqui. Acho que a área portuária é o futuro do Rio de Janeiro em todos os aspectos: artístico, cultural, habitacional, empresarial”.

Biblioteca Nacional

Biblioteca Nacional
Biblioteca nacional com vasta e histórica coleção de livros (foto: divulgação)

“Um espaço público que faz a gente acreditar na própria ideia (tão atacada) de espaço público. A seção de iconografia é talvez a melhor no mundo todo. E o corpo de funcionários e funcionárias é incrível”, explica Otávio Leonídio, professor do departamento de arquitetura da PUC-Rio.

Floresta da Tijuca

Floresta da Tijuca
Floresta da Tijuca reúne parque, trilhas, grutas e cachoeiras (foto: internet)

Apesar de ter nascido no Rio de Janeiro, Dora Alcântara passou boa parte da infância e da adolescência em outros estados. Aos 17 anos, Dora finalmente voltou a morar em sua cidade natal e experimentou um sentimento que a acompanha até hoje, sete décadas mais tarde. Como se já não bastasse toda a beleza do Rio, uma floresta como a da Tijuca em um centro urbano torna a cidade excepcional. Além disso, esse replantio representa um esforço exemplar que continua a servir de inspiração para os dias atuais”, afirma a arquiteta.

Sociedade Hípica Brasileira

Sociedade Hípica Brasileira
A pista da Sociedade Hípica Brasileira: (foto: divulgação

“A Hípica tem uma relação com a paisagem do entorno muito bacana. De um lado, o morro, a Floresta da Tijuca e os prédios do bairro do Jardim Botânico, onde habito. Do outro, o espelho d’água da Lagoa Rodrigo de Freitas e os telhadinhos das edificações que compõem o complexo. De quebra, ainda é agraciada por uma visão maravilhosa do Cristo Redentor”, conta Celso Rayol, um dos arquitetos mais inovadores da nova geração, que se mudou para terras cariocas quando tinha 17 anos.

Urca

Urca
Bairro é cercado por atrações turísticas e de lazer (foto: internet)

 

“Um dos paraísos da cidade. Lugar ideal para relaxar e curtir, com a família e amigos, um dos visuais mais lindos da Capital, especialmente nos fins de tarde”,  sugere Andrea Queiroz Rego.

Parque do Flamengo

Parque do Flamengo
Os jardins foram projetados por Roberto Burle Marx (foto: Visit.Rio)

Verena Andreatta fez parte dos principais projetos urbanísticos das últimas décadas e foi uma das responsáveis, quando secretária Municipal de Urbanismo, pela conquista da titulação de primeira Capital Mundial da Arquitetura para o Rio de Janeiro.

Segundo ela, o Parque do Flamengo representa a “combinação harmoniosa do parque urbano com uma estrutura viária eficiente, paisagismo original e incomparável e arquiteturas simbólicas.”


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