Mobilidade

Fevereiro salgado: veja as novas tarifas de trens e barcas

Jovem da Baixada que estuda em Niterói gastará R$ 24 a mais ao mês. Aumentos foram autorizados pela Agetransp, mas Witzel prometeu rever concessões

3 de janeiro de 2019
Plataforma de embarque nos trens da Supervia

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Barca Rio-Niterói atravessa a Baía de Guanabara
Barca Rio-Niterói atravessa a Baía de Guanabara (CCR Barcas)

 

Daqui a um mês, o ano de 2019 vai ficar mais salgado para quem precisa pegar trem ou barca. Em fevereiro, entram em vigor as novas tarifas da SuperVia e da CCR Barcas. Pior ainda para quem precisa pegar os dois modais. É o caso do estudante Augusto Perillo, morador da Baixada que estuda em Niterói. Ele já fez as contas: a despesa mensal passará de R$ 412 para R$ 436.

Perillo estuda na Universidade Federal Fluminense (UFF). Por isso, todos os dias, pega o trem em Nilópolis, onde mora, e a barca na Praça XV. Para ir e para voltar. A SuperVia anunciou no fim do mês de dezembro um aumento de 9,68% na tarifa: de R$ 4,20 para R$ 4,60. A tarifa das linhas sociais da barca vai subir menos, 3,3%. Mas o preço do bilhete é mais puxado. Vai passar de R$ 6,10 para R$ 6,30.

Os dois reajustes foram homologados pela Agência Reguladora de Serviços Públicos Concedidos de Transportes Aquaviários, Ferroviários e Metroviários e de Rodovias do Estado do Rio de Janeiro (Agetransp). Eles começam a vigorar em 2 de fevereiro nos trens e 12 de fevereiro nas barcas.

Nas redes sociais, usuários dos transportes públicos vêm se manifestando contra a autorização do aumento. Augusto Perillo publicou em sua página no Facebook um desabafo sobre as mudanças.

 


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“A SuperVia anunciou aumento sem apresentar qualquer planilha para justificar tal atitude. As empresas de transporte precisam abrir as planilhas para que a população não seja mais roubada”, opinou. O rapaz diz que terá dificuldades para continuar estudando, já que as bolsas acadêmicas não têm aumentado, e as políticas cariocas de permanência estudantil não chegam à Baixada.

“Terei que tirar dinheiro de outros lugares para poder bancar esse aumento, levando em conta que quem mora na Baixada Fluminense não tem direito ao Bilhete Único Universitário“, acrescentou. “Se o Rio continuar aumentando os gastos para o povo, muito provavelmente terei, como muitos outros que moram nas periferias, que abandonar a universidade.”

Governador prometeu novas licitações

Durante a campanha eleitoral para o Governo do Estado, o então candidato do PSC, Wilson Witzel, prometeu a revisão dos contratos de concessão do metrô, trem e barcas. Em seu programa de governo, o ex-juiz federal chamou atenção para as denúncias de corrupção nos contratos.

“Com tantas denúncias, urge que seja feita uma auditoria em todos os contratos de concessão pública feitos durante o período Cabral e Pezão. As investigações apontam que todas as ações do governo eram planejadas e executadas em função da corrupção”, dizia o documento.

 

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