Vai ter Carnaval em 2022? | Diário do Porto


Carnaval

Vai ter Carnaval em 2022?

Sanitaristas, infectologistas, autoridades públicas e representantes de blocos e escolas de samba debatem na Câmara Municipal a realização, ou não, do Carnaval em 2022

30 de setembro de 2021

Especialistas em saúde pública e representantes de blocos e escolas de samba debatem na Câmara se vai ter Carnaval ou não em 2022 (divulgação)

Compartilhe essa notícia:


Vai ter carnaval em 2022? Para tentar responder essa pergunta, a Comissão Especial do Carnaval da Câmara Municipal do Rio reúne, nesta sexta-feira, especialistas, autoridades e representantes de blocos e escolas de samba da cidade. Na reunião, que acontece de forma virtual a partir das 10h, com transmissão pelo Youtube da Rio TV Câmara, serão discutidos os cenários e previsões das condições sanitárias para a realização da festa popular no próximo ano.

Entre os convidados estão o pneumologista Hermano Castro, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz); o epidemiologista Roberto Medronho, da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), e a presidente da Riotur, Daniela Maia, além de representantes de ligas de escolas de samba e de blocos carnavalescos da cidade.


LEIA TAMBÉM:

Justiça determina reforma da histórica Leopoldina

Firjan SENAI realiza bate-papo virtual sobre inovação no mercado de trabalho

Coalizão Rio propõe consórcio para Região Serrana


Carnaval depende de segurança sanitária

Segundo o presidente da comissão, Tarcício Motta (PSOL), o objetivo é estabelecer parâmetros científicos para que orientem sobre a possibilidade de realização do carnaval de 2022. “A Prefeitura já lançou o caderno de encargos para contratar uma empresa produtora e iniciou o processo de credenciamento para os blocos cadastrarem a sua participação no carnaval de 2022, mas a festa só pode acontecer se tivermos segurança sanitária”, ressalta o vereador.

Nesse momento, o Rio apresenta 99% de sua população acima dos 18 anos imunizada ao menos com a primeira dose ou única e caminha para os 70% com o ciclo vacinal completo. A meta agora é vacinar a população abaixo dos 18 anos até o final do ano. Mas o processo vem sendo prejudicado pelas constantes interrupções causadas pela falta de imunizantes distribuídos pelo Ministério da Saúde. E no caso dos adolescentes ainda há um complicador. A única vacina aprovada pela Anvisa para essa faixa etária é a da Pfizer BioNTech.