Uso de hidrogênio verde é tema de evento na Firjan | Diário do Porto


Energia

Uso de hidrogênio verde é tema de evento na Firjan

Projetos de hidrogênio verde no Brasil já somam US$ 22 bilhões. Evento on-line amanhã na Firjan irá debater a estratégia para melhor uso da energia do futuro

2 de agosto de 2021

Porto do Açu inicia estudos de viabilidade para instalação de usina de H2 (Foto: Divulgação)

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Usado atualmente em mais de 130 países comprometidos com a meta de zerar as emissões de gases do efeito estufa, o hidrogênio (H2) trará uma série de oportunidades para o Estado do Rio de Janeiro, como, por exemplo no Porto do Açu, em São João da Barra, Norte Fluminense, que negocia a instalação de usinas no local. A análise é da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan), que vai debater a aposta estratégica de diversas grandes empresas e de governos ao redor do mundo no H2 como energia do futuro.

Este horizonte de oportunidades será detalhado na segunda web-série “Novas Energias”: “Rotas de Hidrogênio: energia do futuro e oportunidades para o Rio”, amanhã, terça-feira, às 10h, em seu canal do youtube. Participam do debate Filipe Segantine, gerente de Desenvolvimento de Negócios Sustentáveis do Porto do Açu; Ansgar Pinkowski, gerente de Inovação e Sustentabilidade da Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Alemanha; e Luciano Basto Oliveira, consultor técnico da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), autarquia federal ligada ao Ministério das Minas e Energia. Os mediadores serão Fernando Montera, coordenador de Relacionamento Petróleo, Gás e Naval da Firjan, e Giorgio Rossi, coordenador da Firjan Internacional.

O Hydrogen Council, iniciativa global liderada por CEOs de 92 empresas líderes em energia, estima que o investimento total em produção de hidrogênio até 2030 será de US$ 500 bilhões, correspondendo a 11 milhões de toneladas em todo o mundo. Além de ser uma fonte limpa de energia, o H2 pode gerar produção de hidrogênio verde, oriundo de fontes renováveis eólica e solar; e de hidrogênio azul, fabricado com captura de carbono (CCUS) e gás natural. Ao todo, projetos de hidrogênio verde no Brasil já somam US$ 22 bilhões. Neste ano, seis memorandos foram assinados por multinacionais para instalação de usinas em três estados, incluindo o Rio de Janeiro.


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Hidrogênio verde representará 20% da matriz energética

Segundo a Firjan, a expectativa é de, que em 30 anos, o hidrogênio verde (H2V) possa representar até 20% da matriz energética global. Diante disso, o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) introduziu o H2 como um dos temas prioritários de pesquisa e desenvolvimento. Atualmente, o Ministério de Minas e Energia trabalha nas diretrizes do Programa Nacional do Hidrogênio.

Ainda de acordo com a Firjan, outra vantagem do hidrogênio, além da não emissão de gases de efeito estufa, é a alta densidade energética, que permite várias formas de uso e de armazenamento. Com isso, seu uso poderá transformar a dinâmica de mercados estratégicos, não só o de energia elétrica, como também o de transporte, pois armazenagem é feita em cilindros semelhantes aos do GNV.