União pede R$ 90 milhões pelo Edifício A Noite | Diário do Porto

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União pede R$ 90 milhões pelo Edifício A Noite

Primeiro arranha céu da América Latina, o edifício A Noite, na Praça Mauá, é o mais importante prédio Art Déco do país. O aspecto é de abandono

10 de outubro de 2019


Edifício A Noite: de ícone da arquitetura do continente ao abandono pelo Governo (foto: DiPo)


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Se depender da vontade do governo federal, o edifício A Noite será vendido ainda este ano. Trata-se do primeiro arranha céu da América Latina e o mais importante prédio Art Déco do país. Segundo o jornal O Globo, a União está preparando um edital de concorrência pública para vender o prédio, antiga sede do INPI e da Rádio Nacional.

A Secretaria de Patrimônio da União avalia o preço a ser pedido pelo colosso da Praça Mauá entre R$ 85 milhões e R$ 90 milhões. O preço é bem inferior aos R$ 137 milhões da primeira avaliação feita pelo Governo Federal, em 2016. Em valores corrigidos pela inflação, segundo cálculos do jornal, o prédio sofreu uma desvalorização de 47%.

O Edifício A Noite, com 28 mil metros quadrados, foi inaugurado em 1929. O projeto é do arquiteto Joseph Gire, o mesmo do Copacabana Palace, e de Elisário Bahiana, calculista do Palácio Gustavo Capanema, no Centro. Ele tem 102 metros de altura e 6 elevadores. Hoje apenas 2 andares são usados pela Empresa Brasileira de Comunicação (EBC).


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O arranha-céu foi endereço do jornal A Noite, de empresas como Philips e PanAm, e dos consulados dos Estados Unidos e do Canadá. Além disso, nos estúdios da Rádio Nacional, gravaram estrelas como Franciso Alves, Dalva de Oliveira, Emilinha Borba, Marlene e Cauby Peixoto.

Apesar da revitalização da região, a União fez corpo mole na reforma do prédio, que tem um péssimo aspecto de abandono, com rachaduras e pichações. O mesmo acontece em relação ao prédio do INSS na Avenida Venezuela, perto dali, também abandonado.