Quais os prédios históricos mais importantes do Rio? | Diário do Porto


Cultura e Lazer

Quais os prédios históricos mais importantes do Rio?

O turista que vem ao Rio de Janeiro precisa deixar a praia pelo menos por um dia (ou uma tarde) para não perder a oportunidade de mergulhar na alma brasileira. Confira a lista de obras arquitetônicas que são parada obrigatória em qualquer roteiro. E que muitos cariocas também deveriam conhecer.

8 de março de 2018

Igreja de Nossa Senhora da Candelaria

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Igreja da Candelária é uma das construções que não podem deixar de ser visitadas pelos turistas

O DIÁRIO DO PORTO listou os quatro prédios históricos obrigatórios para visitar no centro da capital do Brasil Colônia, do Reino Unido, do Império e da República até 1960. Há muitos cariocas que não os conhecem e não fazem ideia do que estão perdendo.

1 – Mosteiro de São Bento

Foi fundado em 1590 por monges beneditinos no topo de uma colina, da qual é possível apreciar as vistas do centro e do Porto Maravilha. A visita é restrita à Igreja Nossa Senhora de Montserrat, anexa ao Mosteiro. O portão em ferro art nouveau e os altares em jacarandá cobertos por ouro são impressionantes. É um lugar de paz e meditação. Mais espetacular ainda é chegar para a missa solene com canto gregoriano, mas é preciso acordar muito cedo: de segunda a sexta, às 7h30, sábados às 8h e domingos às 10h. Você nunca vai esquecer.

2 – Igreja de Nossa Senhora da Candelária

É o centro nervoso do Rio, no encontro das grandes avenidas Rio Branco e Presidente Vargas. A construção demorou mais de cem anos, com influências barrocas, neoclássicas e neo-renascentistas. É palco de casamentos da alta sociedade. No fim do século passado, foi cenário de dois eventos marcantes: o Comício das Diretas Já em 1984 e a tragédia da chacina, diante do templo, de menores de rua, em 1993. Fica ao lado do Centro Cultural do Banco do Brasil, um dos 30 mais visitados do mundo, e vale uma esticada rápida, em direção à próxima atração que vamos sugerir. Consulte antes a programação. Talvez você precise perder mais tempo em uma de suas exposições de nível internacional.

3 – Praça XV

É onde fica a construção histórica mais importante do país: o Paço Imperial, do século 18, residência dos governadores, dos vice-reis, do rei Dom João VI e dos imperadores Pedro I e Pedro II. Em 9 de janeiro de 1822, Pedro I anunciou que não voltaria a Portugal (Dia do Fico). Foi nele que a Princesa Isabel assinou a lei que libertou os escravos, em 13 de maio de 1888. Ao lado está o Palácio Tiradentes, antiga cadeia pública, na qual o herói da Inconfidência Mineira ficou confinado antes de ser enforcado, sede do Congresso Nacional e do temido Departamento de Imprensa e Propaganda na ditadura do Estado Novo. Hoje é a Assembleia Legislativa. Do outro lado da Rua Primeiro de Março está a Igreja N. S. do Carmo da Antiga Sé, a mais importante do Império, onde houve as coroações de D. João VI como rei de Portugal, em 1816, e de D. Pedro I e Dom Pedro II como imperadores do Brasil.

4 – Biblioteca Nacional do Brasil

É a maior da América Latina e, segundo a Unesco, a sétima do mundo, com mais de nove milhões de obras em um prédio de 1910. Você pode agendar visitas guiadas pelo telefone (21) 2220-9484 ou pelo e-mail visiguia@bn.gov.br, mas também ir por conta própria. A arquitetura é imponente, com escadarias, claraboias em vitral colorido e obras de arte. Aproveite para tirar fotos da arquitetura colonial na Cinelândia, o centro político e cultural do Rio, com o Theatro Municipal, o Museu Nacional de Belas Artes e o Palácio Pedro Ernesto. É um lugar lindo. A 700 metros ficam os Arcos da Lapa, antigo Aqueduto da Carioca, a obra de maior porte feita no Brasil Colonial, por escravos indígenas e africanos.

O DIÁRIO DO PORTO se concentrou no principal, mas você ainda não poderá dizer que conhece o Rio sem visitar a Confeitaria Colombo, o Museu Histórico Nacional, o Museu Nacional de Belas Artes, a Igreja de São Francisco da Previdência (no Largo da Carioca), a Catedral Metropolitana e o Porto Maravilha, onde estão o Museu do Amanhã, o Museu de Arte do Rio (Mar), o Boulevard Olímpico e o AquaRio. Perto do centro ainda está o Palácio do Catete, tão imperdível quanto. Foi sede da República, e em seus aposentos Getúlio Vargas se matou em 24 de agosto de 1954.


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