UFRJ aprova cotas nos cursos de pós-graduação | Diário do Porto


Educação

UFRJ aprova cotas nos cursos de pós-graduação

Ações afirmativas serão aplicadas a todos os 132 programas de pós-graduação da UFRJ. Antes, cada unidade tinha suas próprias regras

21 de junho de 2022

UFRJ aprovou um programa de cotas também para mestrados e doutorados (foto: Reprodução da Internet)

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A Universidade Federal do Rio de Janeiro, UFRJ, aprovou a adoção de cotas em cursos de mestrado e doutorado oferecidos pela instituição. A medida vale para todos os 132 programas de pós-graduação da universidade a partir de 1 de julho. A decisão foi tomada pelo Conselho de Ensino para Graduados (Cepg) por unanimidade, em sessão extraordinária. Agora, todos os processos seletivos de cursos stricto sensu devem disponibilizar vagas específicas para pessoas pretas, pardas, indígenas e com deficiência.

Os programas de pós-graduação da UFRJ são responsáveis por cerca de 10% de todos os cursos do país com padrão internacional. Com isso, a medida busca ampliar a educação de qualidade para todos, diversificando os perfis de estudantes que alçam os níveis mais altos da educação no Brasil e, consequentemente, no mundo.

A distribuição das vagas não será igual para todos os segmentos. Segundo a resolução aprovada, que ainda está em etapa de publicação, pelo menos 20% das vagas serão destinados a pessoas negras e indígenas e 5% a pessoas com deficiência.


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Ainda de acordo com o texto aprovado, os processos seletivos darão bônus na pontuação de mulheres que tiveram filhos por adoção ou gestação nos últimos cinco anos. Além disso, estudantes em situação de vulnerabilidade socioeconômica devem ser priorizados na distribuição de bolsas.

Projeto da UFRJ quer democratizar o acesso à educação

A pró-reitora de Pós-Graduação e Pesquisa, Denise Freire, acredita que a UFRJ deve servir de exemplo para as faculdades avançarem na política de ações afirmativas na pós-graduação. “Tudo o que se faz na UFRJ é sempre muito esperado por outras instituições federais de ensino superior do país, porque somos a maior e melhor universidade federal. Dessa forma, essa decisão foi importante e feita com muito debate. Tivemos pareceres da Procuradoria Federal da UFRJ, que nos ajudaram bastante a entender e melhor formular a resolução, construída por muitas mãos”, disse Freire, que também preside o Cepg.

A Pró-Reitoria de Pós-Graduação e Pesquisa (PR-2) enfatizou que o trabalho para uma educação para todos continua. “O trabalho da PR-2 e do Cepg na construção de uma sociedade mais justa e plural continuará com estudos para embasar a ampliação das ações afirmativas na UFRJ a fim de contemplar outros grupos vulneráveis, garantindo o acesso à educação pública de qualidade na pós-graduação”, afirmou a nota.


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