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UERJ terá navio de pesquisa e vai monitorar Baía de Guanabara

Navio da UERJ tem capacidade para 30 pessoas e pode ficar até 15 dias no mar. Será usado para pesquisas e aperfeiçoamento dos alunos da universidade

26 de janeiro de 2020
O navio oceanográfico Prof. Luiz Carlos, da UERJ, será usado para pesquisas no litoral do Rio (foto: Divulgação)

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O monitoramento da poluição na Baía de Guanabara vai ganhar um poderoso instrumento a partir de terça-feira, dia 28, com a inauguração do navio oceanográfico Professor Luiz Carlos, da UERJ (Universidade do Estado do Rio de Janeiro), às 15h, na Marina da Glória.

A UERJ é a primeira instituição de ensino superior do Estado a possuir sua própria embarcação de pesquisas, fato que já ocorre em São Paulo e Rio Grande do Sul há mais de 40 anos.

O diretor da faculdade de Oceanografia, Marcos Bastos, diz que o navio será muito importante para desenvolver ainda mais pesquisas e projetos ambientais, contribuindo para a formação dos estudantes.

“Vamos aperfeiçoar o monitoramento da poluição da Baía da Guanabara, da Baía da Ilha Grande além de outras regiões costeiras e oceânicas, atuando diretamente em problemas relacionados à pesca, fazendas marinhas e outros recursos naturais”, afirma Bastos.

O nome da embarcação é uma homenagem ao professor da Faculdade de Oceanografia da UERJ, Luiz Carlos Ferreira da Silva, que estará presente à inauguração. Ele é celebrado no meio acadêmico por seu trabalho na formação de gerações de oceanógrafos. O professor é também oficial da reserva da Marinha do Brasil e foi Secretário Adjunto da Comissão Interministerial de Recursos do Mar (CIRM).


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O navio pode navegar com 30 passageiros, incluindo a tripulação, com autonomia de até 15 dias no mar. Ele foi construído no estaleiro INACE, no Ceará, e possui 30,5 metros de comprimento, 7,8 metros de largura e 250 toneladas.

A intenção da UERJ é desenvolver parcerias com outras instituições de pesquisa, empresas e órgãos do Governo, otimizando o uso do navio, que servirá para a formação de alunos da Oceanografia, além de outras faculdades como Biologia, Geologia e Geografia.

Segundo a UERJ, o custo da embarcação foi de R$ 7 milhões e contou com recursos da própria universidade, além de contribuições da Alerj (Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro), Faperj (Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro), Finep (Financiadora de Estudos e Projetos) e da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação do Rio de Janeiro.