TurisRio quer atrair mais paulistas e mineiros para o Estado | Diário do Porto

Turismo

TurisRio quer atrair mais paulistas e mineiros para o Estado

Presidente da TurisRio, Sergio Ricardo, defende a atração de visitantes nacionais para crescer o turismo, que ele aponta como grande setor da economia

8 de janeiro de 2021
O presidente da TurisRio, Sérgio Ricardo, debateu o turismo do Estado com os editores do DIÁRIO DO PORTO, Antonio Carlos de Faria e Aziz Filho


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O novo presidente da TurisRio, Sergio Ricardo de Almeida, disse que a prioridade de sua administração é preparar o Estado do Rio para aumentar a vinda de turistas nacionais, especialmente dos vizinhos de São Paulo e Minas, além de estimular o turismo circular, que é aquele feito pelos próprios moradores em visitas a cidades do interior e à capital. Ele acredita que essa é a forma mais rápida para a recuperação econômica do setor, duramente afetado pela pandemia do novo coronavírus.

Sergio Ricardo foi o entrevistado da live “De Campos a Paraty: o turismo dentro do Rio“, promovida pelo DIÁRIO DO PORTO, com a participação dos editores Antonio Carlos de Faria e Aziz Filho. A TurisRio é uma empresa pública vinculada à Secretária de Estado do Turismo que existe há mais de 60 anos e tem como objetivo promover o Estado do Rio como destino turístico. Ela realiza a sinergia entre os setores vinculados ao Governo e às empresas privadas da cadeia produtiva do turismo.

Segundo o presidente da TurisRio, o turismo representa hoje cerca de 4% do PIB (Produto Interno Bruto) do Estado, com potencial para ir além de 10%. “As atividades turísticas têm potencial para se tornar a principal fonte geradora de riquezas no Rio, sendo também grande empregadora de mão de obra com vários níveis de qualificação. Não tenho dúvidas de que o turismo é nossa principal vocação e será nossa forma de superação da crise imposta pela pandemia”, afirmou Sergio Ricardo.

Ele, que atua há mais de 15 anos no setor, enfatiza que hotéis, pousadas e restaurantes do Rio têm demonstrado grande consciência e profissionalismo para enfrentar a pandemia. “O Rio demonstrou uma enorme capacidade técnica para enfrentar esse período. Foram diversas medidas construídas com entidades representativas do turismo, incluindo boas práticas, distanciamento, higienização e segurança. O turismo vai alavancar a economia no segundo semestre”.

TurisRio e as estratégias para o setor

Enquanto o mercado internacional opera em baixa, o turismo doméstico começa a se aquecer com as viagens de férias de verão, e tem potencial para ser o grande protagonista dessa retomada. Um bom exemplo é a cidade de Paraty, que possui uma infraestrutura com hotéis, calendário de eventos, praias, arquitetura e natureza, além de atrair muitos turistas do eixo Rio x São Paulo.

“Nós estamos focados no turista nacional, principalmente de São Paulo, Minas Gerais e Distrito Federal. Apostamos no turismo rodoviário, que vem demonstrando um crescimento significativo. O foco inicial é atrair o viajante brasileiro, com muita consciência, muito zelo, para que ele possa ter uma excelente experiência nas cidades do Rio, mesmo com toda formalidade imposta pela pandemia”, comenta.

Para Sergio Ricardo, outro grande desafio será crescer no turismo de negócios. Para isso, o Estado planeja apresentar um calendário de eventos e propor uma parceria com grandes entidades, como a Fecomércio RJ, e grandes empresas, com destaque para as cervejarias e companhias do setor de eletricidade.

Paraty
Número de visitantes ao Centro Histórico de Paraty aumentou (Foto: Deposit Photos)

Transformar Copacabana em exemplo para o Rio

Sergio Ricardo defende que o bairro de Copacabana passe por um tratamento intensivo da Prefeitura e do Governo Estadual, para que se transforme num exemplo de investimento na recuperação do turismo. “Não se trata de privilegiar um bairro, mas de entender que Copacabana é um símbolo do Rio, um destino procurado por turistas do Brasil e do mundo todo. Temos que fazer o máximo para que quem vier visitar a Princesinha do Mar queira voltar e faça propaganda para que outros visitantes venham até a cidade”, diz o presidente da TurisRio.

Ele concorda que o bairro vive hoje um cenário de abandono, o que se agrava com a falta de cuidado com os moradores de rua. “Não podemos dar as costas para essa situação. Temos que ter ações de acolhimento para os adultos e escolas para as crianças. O que vemos é o resultado da falta de trabalho nos últimos anos. Vamos, em conjunto com a Prefeitura, procurar soluções. Copacabana tem tudo para ser um exemplo de sucesso que vai contagiar os outros bairros da cidade”.

Além dos moradores de rua, ele pontua outros problemas que exigem ações simples dos poderes públicos, como melhorar a iluminação, cuidar das calçadas e ruas (eliminando desníveis e buracos), intensificar a limpeza urbana, controlar o comércio de ambulantes. “A gente tem que ter em Copacabana um modelo de case turístico. É um projeto para a cidade, que gera empregos, investimentos e negócios. A cidade só é boa para o turista, quando é boa para o morador“, argumenta.

Copacabana é exemplo das ações para desenvolver o setor de turismo (foto: RioTur / Alexandre Macieira)

Legalização dos cassinos no Brasil

Sérgio Ricardo afirma que o Governo Federal precisa voltar a discutir a questão da legalização dos cassinos no país. Na América do Sul, só no Brasil, Bolívia e Venezuela não estão legalizados. “Temos que escolher o melhor modelo, pegar as melhores experiências e implementar com todo o controle que deve ser feito. Acredito muito na atuação da Receita Federal, da Polícia Federal e da tecnologia”, explicou.

Atualmente, os jogos de azar funcionam ilegalmente no Brasil, sem gerar arrecadação tributária e empregos formais. Até 1946, quando foram proibidos, os cassinos brasileiros integravam centros de turismo e lazer, com hotéis, restaurantes, teatros e casas de shows.

Para o presidente da TurisRio, o Porto Maravilha seria o local ideal para receber um empreendimento desse porte. “Caberia naquela área um cassino integrado, um cassino de qualidade. Tem espaço pra isso, tem tecnologia, é uma maneira de alavancar a região somada a Roda-gigante, ao AquaRio e Museu do Amanhã, e a outras empresas que podem vir se estalar no processo de recuperação”.

 


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