Turismo

Turismo LGBT: 3 boas dicas para atrair e fidelizar a clientela

Riotur e CEDS Rio preparam profissionais do turismo para receber população LGBT. Rio é uma das cidades mais gay friendly do mundo, o que estimula a economia

14 de novembro de 2018
Receber bem o turista LGBT é importante para fidelizar a clientela (Depositphotos)

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Parada em Copacabana: Rio gay friendly (AF Rodrigues/Riotur)
Parada em Copacabana: Rio gay friendly (AF Rodrigues/Riotur)

O Rio é uma das cidades mais gay friendly na rota do turismo mundial. É o principal destino deste público na América do Sul. Mesmo assim, a Riotur quer mais. E com razão. Este é um dos segmentos que mais crescem no turismo mundial, e o gasto de um turista LGBT está acima da média dos demais.

Na véspera do feriadão da proclamação da República, a Riotur promoveu no Centro um encontro com profissionais do turismo para tratar do assunto. Foi no Hotel Prodigy, o do Aeroporto Santos Dumont. O evento contou com o presidente da Riotur, Marcelo Alves, e parceria da Coordenadoria Especial da Diversidade Sexual (CEDS Rio). O objetivo do esforço das duas entidades da Prefeitura é melhorar o atendimento à população LGBT.

Nélio Georgini e Marcelo Alves, presidente da Riotur, debatem turismo gay (divulgação)
Nélio Georgini e Marcelo Alves debatem turismo LGBT (divulgação)

“A ideia é preparar esses grupos para lidar com a diversidade de forma engajada e, dessa maneira, promover cidadania e respeito. Além das questões sociais, o trabalho pretende ser uma locomotiva para aquecer a economia”, explica Nélio Georgini, coordenador municipal da Diversidade Sexual.

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Os hotéis e restaurantes da Zona Sul da cidade estão mais acostumados a receber grande número de turistas LGBT. Isso acontece em função das praias, de grandes eventos e também da Parada Gay de Copacabana. Nas áreas mais centrais, como o Porto Maravilha, o tema é menos discutido.

Em função dessa realidade, o DIÁRIO DO PORTO pediu a Nélio Georgini as principais dicas para que hotéis, restaurantes e bares recebam bem esse público. Ele tende a aumentar com a expansão da vida noturna as áreas centrais, a consolidação de âncoras turísticas e o crescimento dos negócios no Porto Maravilha. Giorgini deu três grandes conselhos:

Receber bem o turista LGBT é importante para fidelizar a clientela (Depositphotos)
Receber bem o turista LGBT é importante para fidelizar a clientela (Depositphotos)

1- Receba a pessoa como ela se sente bem

“Olhe para o outro com vontade de deixá-lo confortável.  O que o turismo traz de positivo é receber aquele que chega com demandas, sonhos e necessidades diferentes. Seja altruísta, entenda a necessidade do outro. É preciso receber essa pessoa como ela se sente bem. Da mesma forma que recebemos árabes, americanos ou italianos. Cada qual tem a sua cultura, como os LGBTs, e precisam ser respeitados. No fim das contas, somos todos humanos, pessoas.”

2- Fale menos, escute mais.

“Quando se trata de LGBTs, há questões que você vê e outras que não. Ou seja, as biológicas e as sociais. Como aquela pessoa deseja ser tratada? Não importa o que seus olhos biológicos entendam. Seja carinhoso(a) na palavra e deixe a pessoa confortável pra que ela diga o nome, assim você saberá qual caminho seguir. Na língua portuguesa, se você utilizar gênero neutro na linguagem, a pessoa vai te indicar como deve ser tratada.”

3- Fidelize a população LGBT.

“Devido ao contexto de lugares não seguros para essa comunidade, quando um espaço os deixa confortáveis, eles se fidelizam. Então voltam e indicam o lugar. Para o turismo, isso representa dois aspectos: traz à cidade a diversidade e atrai mais turistas. Os gestores, mesmo os que não coloquem a diversidade em pauta, precisam entender que  a simpatia atrai as pessoas. Assim, a economia gira. Não olhe a diversidade simplesmente pelo prisma dicotômico. Ela é a força motriz para cidades que precisam receber o outro. O turista já é diverso em outra cidade, porque ele não é local. As cidades que são LGBT friendly têm o turismo pulsante, porque todas as pessoas vão entender que a cidade é simpática.”

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