Tremor em prédio causa pânico e funcionários abandonam o trabalho

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Tremor em prédio causa pânico e funcionários abandonam o trabalho

Funcionários e frequentadores de um prédio de 47 andares da Avenida Rio Branco desocuparam o local em função de um tremor iniciado nesta terça (19). Bombeiros foram acionados e tumulto assustou quem passava pela região

19 de junho de 2018




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Edifício 110 sofre tremor na Rio Branco
Mesmo após o prédio ser liberado, muitos funcionários não quiseram subir novamente para o trabalho (Fotos: Rosayne Macedo)

Funcionários e frequentadores de um prédio de 47 andares na Avenida Rio Branco desocuparam o local em função de um tremor iniciado na tarde desta terça-feira (19). O Edifício Conde Pereira Nunes, no número 110, começou a trepidar, segundo funcionários que estavam no local. Por volta das 15h30, todos foram orientados a evacuar suas salas e descer as escadas.

O tumulto causou um certo pânico e assustou quem passava pela rua, uma das mais movimentadas do Centro. O trânsito ficou paralisado em um trecho da pista e muitos curiosos pararam para ver o que estava ocorrendo. Segundo relatos, algumas pessoas que trabalham nos prédios vizinhos (108 e 114) também deixaram suas salas, com medo.

O Corpo de Bombeiros foi acionado para fazer uma vistoria no edifício 110 e, em torno das 16h30, liberou o imóvel para que as pessoas pudessem retornar. Mesmo assim, muitos preferiram abandonar o trabalho e voltar para casa, com medo de um novo abalo.

O VLT ficou parado durante meia hora
O VLT ficou parado durante meia hora até a liberação do trânsito

A operação do VLT ficou interrompida durante cerca de meia hora. A jornalista Rosayne Macedo, editora do DIÁRIO DO PORTO, estava dentro do VLT no momento do tremor e, como muitos passageiros, deixou o vagão sem saber o que estava acontecendo. A primeira informação, de um agente do VLT, era de que uma pessoa teria tentado suicídio na pista, o que havia interrompido o trânsito, sem previsão de retorno da operação.

A reportagem ouviu policiais militares, bombeiros e alguns trabalhadores do edifício 110, que relataram o ocorrido. O corretor Júlio César Guimarães foi um dos primeiros a descer. “O prédio começou a balançar, e todo mundo saiu correndo. Foi um tremor muito forte e causou um pânico geral. Eu estava no 13º andar e todo mundo que desceu na hora achou que o prédio iria desabar”, contou.

Três prédios sob tensão
Funcionários dos dois prédios ao lado do 110 também ficaram com medo

“Minha mesa fica ao lado da janela e, do nada, o computador começou a balançar muito. Imediatamente todo mundo levantou e foi correndo para as escadas. Foi uma correria grande, só deu tempo de pegar minhas coisas e sair”, afirmou Elizabeth Antunes, que trabalha numa empresa de planos de saúde no edifício 110.

O problema pode ter sido causado por uma hélice de ar-condicionado que rompeu dentro de uma torre no edifício Conde Pereira Nunes, gerando um barulho enorme. O Corpo de Bombeiros constatou que a estrutura do prédio não foi afetada. Construído em 1976, o edifício tem cerca de 1.200 condôminos.