Tishman reformula projeto residencial no Porto | Diário do Porto


Imóveis

Tishman reformula projeto residencial no Porto

Tishman Speyer vai participar do 1º Fórum de Soluções para o Porto Maravilha e reafirma aposta na região, com o residencial Lumina Porto Rio

18 de novembro de 2019

Haallih Bittar, diretora da Tishman, aponta tendências do mercado mundial

Compartilhe essa notícia:


A multinacional Tishman Speyer, uma das maiores proprietárias no Porto Maravilha, está reformulando seu projeto residencial para a região, o Lumina Rio, um empreendimento de alta qualidade, que se tornou prioridade de seus próximos investimentos. A empresa é uma das participantes do 1º Fórum de Soluções para o Porto Maravilha, no próximo dia 9 de dezembro, evento realizado pelo Clube Empreendedor e DIÁRIO DO PORTO.

A diretora geral no Brasil, Haaillih Bittar, disse ao DIÁRIO que a demanda por moradias deve fazer com que o Lumina seja lançado antes dos demais edifícios corporativos, como a segunda torre do Aqwa Corporate.

“A minha sensação é de que o Lumina sai antes dos outros projetos. Mas, como o mercado deu uma aquecida um pouco maior este ano, não me  surpreenderia se chegasse uma empresa e mandasse a gente construir a segunda torre inteira”, afirma, otimista com a chegada de novas empresas para a região. O lançamento do empreendimento residencial seria uma resposta à demanda por moradias no Porto Maravilha, condição para consolidar o processo de requalificação urbana do coração da cidade do Rio.

Lumina Rio
Ilustração original do Lumina Rio: projeto em reformulação

A Tishman vai participar do 1º Fórum de Soluções para o Porto Maravilha no painel que discute o tema “Empreendimentos residenciais e comerciais na Região Portuária”. O evento, que contará com a participação do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, será realizado no Novotel (Av. Prof. Pereira Reis 49, Santo Cristo). Veja mais detalhes clicando aqui.

O projeto do Lumina Rio passa por reestudo porque, segundo Haaillih, a chegada de empresas gigantes ao Porto está levando mais pessoas a ter, como projeto de vida, mudar-se definitivamente para região. Isso aumenta a demanda por apartamentos maiores, familiares. Ao mesmo tempo, “o mercado também pede apartamentos menores” do que os de 60 ou 70 metros quadrados dos projetados inicialmente.

“Estamos refazendo o estudo, agora que temos mais empresas aqui. O mercado pede apartamentos pequenos, mas eu tenho o feeling de que fazer só pequenos não é o certo. Quem quer morar a longo prazo precisa de apartamentos maiores. Ou seja, vai ser um mix.” Não há prazo para o lançamento, pois quem manda, naturalmente, é o mercado.

 

Balcão no hall do coworking Studio at Aqwa
Balcão cria clima confortável e descontraído no Studio

 

O lançamento recente do coworking Studio at Aqwa, no Aqwa Corporate, reforçou a disposição da Tishman de seguir apostando na Região Portuária, apesar de a crise ter abalado o otimismo na região. A diretora global do Studio, Thais Galli, explicou ao DIÁRIO que a decisão da empresa está ancorada na tendência verificada em várias metrópoles – como Nova York, onde a Tishman tem sede no monumental Rockfeller Center – de valorização do trabalho e de moradias nos centros urbanos.

É uma espécie de revisão da tendência do “home working”, quando muitas empresas estimularam profissionais a trabalhar em casa. “A gente vê as empresas revendo isso, trazendo o pessoal de volta para os escritórios, mas em outras bases, criando ambientes e serviços para melhorar a vida no trabalho”, diz Haaillih.

 

Aqwa Corporate, um dos edifícios mais modernos do Rio
Aqwa Corporate, um dos gigantes do Porto

Ela cita como exemplo os espaços da Tishman na Califórnia, que oferecem até serviço de passeio com cães que os funcionários levam para o trabalho.

“Antigamente, o prédio estava feito, e o cliente tinha que se adaptar a ele. A grande sacada do mercado imobiliário foi mudar o foco do prédio para o cliente. A empresa que vai se sustentar no futuro é a que entende que precisa colocar o foco no desejo do cliente”, afirma Haaillih.

Paralelamente, ressaltam as executivas, o mundo vê a revalorização dos espaços urbanos centrais pelas famílias, revertendo a tendência de buscar qualidade de vida em subúrbios longe do burburinho. “As famílias estão querendo morar mais perto do trabalho e da estrutura de serviços, como restaurantes e equipamentos culturais. A combinação desses dois fenômenos está levando a uma reativação forte dos centros urbanos”, conclui Haaillih.

 


LEIA TAMBÉM:

Rio reduz ICMS para estimular criação de novos voos

Fórum empresarial vai debater o Porto Maravilha, em 9/12

Rio alcança o 2º lugar em exportações


A modernidade do Porto Maravilha, assim como a grande disponibilidade de terrenos para a construção de prédios residenciais e comerciais com estrutura atraente, faz da região uma área promissora. Grandes empresas já perceberam isso, como a Shell e a Amil, que saíram da Barra da Tijuca, e a Bradesco Seguros, que saiu da Tijuca para ficar mais perto da área central, ao comprar o Port Corporate, no Santo Cristo.

Além do Port Corporate, totalmente vendido, e do Aqua, com 40% dos andares alugados, a Tishman tem três grandes terrenos na região. Dois deles são na Avenida Venezuela, entre o Moinho Fluminense e o Vista Guanabara, onde serão lançadas as unidades do Lumina Rio, e outro, no Santo Cristo, próximo ao Porto Atlântico, que deve receber outro empreendimento comercial.

 


/