Terreirão do Samba recebe ‘feira do podrão’ com shows neste fim de semana

podrão na rua
Hambúrgueres são o carro-chefe das comidas de rua (Reprodução de internet)

Cachorro quente, hambúrguer, churrasquinho, batata frita, pastel, esfirra, tapioca, caldos, churros, acarajé e até yakisoba. Deu água na boca? Pois o carioca que nunca comeu um podrão na rua que atire a primeira pedra. Tendo como carro-chefe os hambúrgueres, as comidas preparadas em carrocinhas voltaram com força nos últimos anos, em versões mais coloridas, modernas e descoladas, algumas até preparadas por conceituados chefs de cozinha, em traillers, kombis ou até mesmo em bicicletas. A moda que nasceu nos Estados Unidos chegou ao Brasil em 2013 e explodiu a partir de 2014 no Rio de Janeiro. E o Porto Maravilha não ficou para trás. A região é uma das que mais concentram opções de food trucks na cidade. O fenômeno se espalhou por diversos bairros do Rio.

Apesar de perder um pouco a força por conta de uma série de fatores, como elevada concorrência, preços salgados (um sanduíche pode chegar a custar R$ 30), falta de segurança e forte fiscalização da Vigilância Sanitária, a onda dos ‘podrões gourmetizados’ parece ainda estar longe do fim. Mas e aqueles sandubas baratinhos que se comiam nas ruas? Estão mais vivos do que nunca e em alta nesses tempos difíceis. Para celebrar o bom e velho podrão, um dos mais populares pontos de encontro do Rio de Janeiro, o Terreirão do Samba, na Praça 11, recebe nos dias 11 e 12 de agosto (sábado e domingo), das 12h até as 20h, a segunda edição da Feira Nacional do Podrão/Comida de Rua.

Pizza de churros, coxinha gigante, açaí no liquidificador e outras opções estarão na Feira. Tudo isso  regado a Itaipava bem gelada. O evento, que contará com shows dos grupos Intimistas (sábado) e Revelação (domingo), ainda vai eleger o ‘Rei do Podrão 2018’. Além da praça de alimentação, mostras de rua com acrobatas, músicos, áreas kids com parquinho para as crianças e de bem-estar com massagens serão algumas das atrações do evento. A entrada custará R$ 5 mais um quilo de alimento não perecível para o Retiro dos Artistas. Sem o glamour dos food trucks, os lanches serão vendidos a partir de R$ 3 até R$ 40.

Esquema especial do Metrô – O MetrôRio recomenda que, neste fim de semana, os clientes que comparecerem à segunda edição da Feira Nacional do Podrão utilizem, para embarque e desembarque, o acesso A (Central do Brasil) da estação Central, mais próximo do evento. A estação Praça Onze também ficará aberta para embarque e desembarque dos passageiros que forem à feira

Concurso Rei do Podrão 2018

 Patrocinado pela Itaipava, o concurso “Rei do Podrão 2018, a Comida de Rua 100%” vai eleger os melhores entre os mais de 30 expositores da Feira. Três categorias serão avaliadas pelo público e premiadas: “Podrão mais gostoso”, “Podrão mais excêntrico” e “Melhor atendimento”. A escolha será feita através do voto popular e auditada pelo Instituto de Pesquisa de Mercado Insider, que durante os dois dias de evento terá uma equipe de pesquisadores entrevistando os consumidores. Os vencedores serão conhecidos no domingo e premiados no local.

“Nossas experiências com os eventos de rua no Rio de Janeiro estão sendo maravilhosas e participar da Feira do Podrão é uma ótima oportunidade para reforçar a aproximação com os nossos consumidores”, explica Eliana Cassandre, gerente de Propaganda da marca. “A Itaipava é a cara do Rio, do verão, da comida de rua. Nosso intuito é valorizar essa cultura”, complementa. Segundo ele, a Feira do Podrão tem como objetivo evidenciar a comida de rua: acessível, diferente e deliciosa. Muitas vezes conhecidos apenas em seus bairros, os expositores terão a oportunidade de oferecer os lanches a um público muito maior.

Idealizado pelas cariocas Natália Alves e Suzanne Malta, dos instablogues “O que fazer no Rio” e “Onde Comer no Rio”, o evento está em sua segunda edição. A primeira aconteceu em março, de forma bem tímida, na Tijuca. Realizado no Sinttel, na Rua Morais e Silva (94), o evento reuniu dez barraquinhas de lanches conhecidos de diversas áreas da cidade. As barracas selecionadas foram o Caldo e Sopas do Márcio (Rio Comprido), a Barraca da Baiana Pilar (Copacabana), Batata Frita de Marechal (foto- Marechal Hermes), X-Tudo do Bebezão 1 (Rio das Pedras), Cachorro Quente Gigante do Bebezão 2 (Rio das Pedras), Churrasquinho do Rodrigo (Glória), Esfiha do Abdula (Botafogo), Açaí da Cátia (Rocha Miranda), Salgados da Rita (Duque de Caxias) e o Pastel do Alê (Madureira).

Moda começou nos Estados Unidos

De acordo com o Sebrae, o vendedor de comida de rua é uma das profissões mais populares em países em desenvolvimento, segundo a descrição da autora Bianca Chaer no livro “Comida de rua, o melhor da baixa gastronomia paulistana”. A atividade é fonte de renda de muitas famílias. Os trabalhadores desse ramo já representam aproximadamente 2% da população.

Embora seja atividade antiga, os modelos de venda de comida de rua começaram a inovar a partir da primeira década do século 21, com a modalidade de comércio em food truck. Eles voltaram à tona com a crise econômica norte-americana, que levou diversos restaurantes a fechar as portas. Sem opção, os chefs vislumbraram na rua a oportunidade de oferecer alta gastronomia a baixo custo.

Ainda segundo o Sebrae, no Brasil, com a globalização e a facilidade de viagens, muitos empresários viram a possibilidade de empreender e expandir seus negócios ou abrir um primeiro restaurante num modelo diferente, com contato direto com o público, de baixo custo, sem a necessidade de adquirir ponto comercial ou outros encargos.

Inicialmente, a cidade de São Paulo destacou-se pelo pioneirismo nesse setor, com muitos empreendedores copiando o modelo de sucesso em Nova York e outras cidades americanas. O sucesso logo se repetiu em outros estados, chegando ao Rio de Janeiro. Segundo o site Food Truck nas Ruas, que auxilia os consumidores a encontrar o serviço desejado e que ajuda food trucks a pesquisar informações sobre eventos, dicas de receitas etc., hoje já é possível achar food trucks em todos os estados brasileiros.

Ainda de acordo com o Sebrae, o que a princípio virou uma “nova moda” e até incentivou o empreendedorismo hoje já sofre com dificuldades no mercado. Ficou saturado pela grande quantidade de caminhões que passaram a circular nas ruas das grandes cidades. A redução dos negócios decorreu principalmente da elevação dos preços finais dos produtos aos consumidores, empecilhos legais para circulação dos food trucks nas cidades e o despreparo de muitos empreendedores que não possuíam a expertise necessária para conquistar e fixar espaço no mercado.

Veja mais no site do Sebrae.

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