O custo de morar em condomínio no Rio ficou mais alto em 2026. A taxa média condominial na capital subiu 16% nos quatro primeiros meses do ano, na comparação com o mesmo período de 2025, segundo levantamento da Loft.
Com a alta, o valor médio mensal chegou a R$ 1.100, praticamente no mesmo patamar de São Paulo. A diferença é que, na capital paulista, o avanço foi menor: 9% no mesmo intervalo.
O estudo foi feito com base em 135 mil anúncios residenciais publicados nas principais plataformas digitais do país. A alta reflete o aumento de custos com manutenção, segurança, serviços e também a valorização imobiliária em áreas mais disputadas da cidade.
Segundo Fábio Takahashi, gerente de dados da Loft, o movimento no Rio combina a pressão da demanda em bairros valorizados com a chegada de novos empreendimentos em regiões mais populares. “É um custo fixo relevante e que tende a crescer acima da inflação em períodos de pressão sobre serviços e manutenção”, afirmou.
Zona Sul concentra condomínios mais caros
Os maiores valores seguem concentrados na Zona Sul. A Lagoa lidera o ranking, com taxa média de R$ 2.300 por mês. Em seguida aparecem Ipanema, com R$ 2.200, e São Conrado, com R$ 2.093.
Leblon e Jardim Oceânico, na Barra da Tijuca, também ultrapassam a marca de R$ 2 mil mensais. São bairros com imóveis de alto valor, apartamentos maiores e prédios com estruturas mais completas, o que ajuda a explicar o peso das taxas.
Em Ipanema, o tíquete médio dos imóveis anunciados chega a R$ 3,7 milhões. Em São Conrado, passa de R$ 3,1 milhões. Nesses casos, a taxa condominial acompanha tanto o padrão dos empreendimentos quanto os custos de operação dos prédios.
A cobrança costuma incluir despesas como funcionários, manutenção de elevadores, limpeza, segurança, áreas comuns, seguros e consumo de água ou gás em alguns condomínios. Em edifícios com portaria 24 horas, lazer, garagem, piscina, academia e serviços extras, a conta tende a ser mais alta.
Subúrbio também registra altas expressivas
As maiores altas percentuais, no entanto, não ficaram restritas aos bairros mais caros. O Alto da Boa Vista teve o maior crescimento do levantamento: 80% em um ano, com a taxa média passando de R$ 500 para R$ 900.
O Itanhangá também registrou avanço forte, de 67%, chegando a uma média de R$ 1.500. No subúrbio, bairros como Ramos, Cascadura, Riachuelo e Penha tiveram aumentos entre 27% e 30%.
Segundo a Loft, parte dessa movimentação pode estar ligada à entrada de novos empreendimentos no mercado, especialmente condomínios-clube e prédios mais recentes. Quando esses imóveis passam a compor a amostra de anúncios, a média do bairro pode subir rapidamente.
Na direção oposta, alguns bairros registraram queda nos valores médios. Inhaúma teve recuo de 14%, enquanto Catumbi caiu 10%. Abolição e Vargem Grande também apresentaram redução. Entre áreas valorizadas, o Humaitá teve queda de 4%, e o Jardim Oceânico ficou praticamente estável.
