Supervia é multada em R$ 1,15 milhão pelo Procon | Diário do Porto


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Supervia é multada em R$ 1,15 milhão pelo Procon

Multa contra a Supervia é a primeira do Procon-RJ, que tem mais 16 autuações contra a empresa por má prestação de serviços aos passageiros dos trens urbanos

6 de maio de 2022

Supervia tem instalações fiscalizadas por técnicos do Procon-RJ (foto: Divulgação)

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A Supervia, empresa dos trens urbanos do Rio, foi multada em R$ 1,15 milhão por falhas na prestação de serviços. A multa foi aplicada pelo Procon-RJ, órgão do Governo do Estado que realiza a operação Estação Segura em instalações da Supervia.

Esta é a primeira multa decorrente das ações de fiscalização promovidas pelo Procon-RJ, que vem apurando denúncias de superlotação, atraso nas composições, além de verificar irregularidades nas estações da empresa de transporte ferroviário.

Até agora, já foram encaminhados pelo Procon-RJ 16 autos de infração contra a Supervia, que podem resultar em novas multas para a empresa.

A multa atual é referente à fiscalização realizada nas estações de Bonsucesso, Olaria e Ramos. Durante a ação, os agentes flagraram atrasos no intervalo entre os trens, ausência de acessibilidade e risco à segurança dos passageiros, devido ao espaçamento irregular entre a composição e a plataforma.

O presidente do Procon-RJ, Cássio Coelho, criticou os serviços prestados pela Supervia. “Várias estações não possuem piso podotátil em todas as áreas, o que é essencial para auxiliar os deficientes visuais. Nem têm escada rolante ou elevador para acesso às plataformas, o que torna difícil o uso dos trens por cadeirantes e por pessoas que possuem dificuldade de locomoção”, afirmou.

As operações realizadas pelo Procon-RJ nas estações da Supervia começaram há um mês. Ao todo, 35 estações foram fiscalizadas e 17 autos de infração foram lavrados pelos fiscais. A superlotação foi constatada em 12 pontos, enquanto atraso foi identificado em sete.

Os agentes identificaram presença de homens no vagão feminino, espaçamento irregular entre o trem e a plataforma, ausência de informação clara sobre os horários e destinos dos trens, e conservação inadequada das estações. Problemas de acessibilidade, seja por ausência de elevadores, de escada rolante ou de piso podo tátil em determinadas áreas da estação foram outras irregularidades encontradas durante as ações.

Supervia pertende à Mitsui, grupo do Japão

Entre 2013, 2014 e 2015, enquanto era controlada pela Odebrecht Transport, a Supervia chegou a ser eleita como a Melhor Operadora Ferroviária de Passageiros no Brasil. Em 2019, foi vendida para o grupo japonês Mitsui e desde lá só aumentam as críticas contra os serviços prestados pela Supervia.

 


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