SuperVia ameaça parar serviços e governador reage | Diário do Porto


Mobilidade

SuperVia ameaça parar serviços e governador reage

Durante audiência na Alerj, controlador da SuperVia disse que os trens podem parar em agosto, caso não haja repasses financeiros do Governo

12 de julho de 2022

Parlamentares da Alerj se preocupam com a qualidade do serviço oferecido pela SuperVia e cobram mudanças (GERJ/ Divulgação)

Compartilhe essa notícia:


Kazuhisa Ota,  diretor-executivo da Gumi Brasil, empresa que administra a SuperVia, disse em audiência pública da CPI dos Trens da Alerj, que os serviços de trens urbanos do Rio poderão ser paralisados em agosto, caso o Governo do Estado não faça repasses para manter o sistema em funcionamento. O governador do Rio, Claudio Castro, reagiu com indignação diante da possibilidade de paralisação da SuperVia. Segundo Castro, a Gumi não vai conseguir recursos do Estado fazendo ameaças.

A Gumi Brasil (Guarana Urban Mobility (Gumi) é uma empresa controlada pelos grupos japoneses Mitsui (57,6%), West Japan Railway Company (24%) e o Join, fundo de investimentos, 18,4%.

Quando os japoneses assumiram a SuperVia em 2019, houve a esperança de que os serviços iriam melhorar, pois poderiam trazer a expertise de seu país natal, um dos mais desenvolvidos do mundo em sistemas ferroviários. Porém a qualidade do transporte sobre trilhos na região metropolitana do Rio piorou ainda mais, motivando a instalação da CPI na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj).

O diretor-executivo da SuperVia foi taxativo na Alerj, dizendo que a continuidade do transporte de passageiros depende de recursos do Governo Estado. Segundo o subsecretário de Mobilidade da Secretaria de Estado de Transportes (Setrans), Alexandre Daiuto, o valor desse repasse de dinheiro público para a SuperVia está sendo discutido na Secretaria, com representantes da Agência Reguladora de Transportes (Agetransp) e da Gumi Brasil. Não há prazo para um acordo, mas os controladores da SuperVia acreditam que deva ser celebrado ainda este mês.

SuperVia pode devolver a concessão no próximo ano

Em 2010, o contrato de concessão com a SuperVia foi prorrogado pelo Governo do Estado até 2045. No entanto, a concessionária pode devolver a gestão em 2023, caso não sejam cumpridas as obrigações previstas. A SuperVia quer que seja firmado um novo termo aditivo para que o Governo do Estado garanta o reequilíbrio financeiro do contrato.

A concessionária vem sendo criticada duramente pelas constantes paralisações de linhas, atrasos e falta de qualidade no atendimento aos passageiros. A empresa entrou com pedido de recuperação judicial em junho de 2021, quando alegava acumular dívidas de R$ 1,2 bilhão. Os problemas teriam se agravado durante o período de distanciamento social da pandemia, a partir de março de 2020, quando a média de passageiros caiu de 600 mil por dia para cerca de 190 mil.

A empresa opera o serviço de trens urbanos no Rio de Janeiro e em mais onze municípios da Região Metropolitana e Baixada Fluminense, por meio uma malha ferroviária de 270 quilômetros dividida em cinco ramais, três extensões e 104 estações.

 


LEIA TAMBÉM:

Alerj quer ação contra asfixia de universidades, que podem parar

Prefeitura de Maricá adere ao aplicativo Táxi Rio

Porto Maravilha já soma 4.964 novos apartamentos


 


/