Sufoco para almoçar no Porto Maravilha | Diário do Porto

Gastronomia

Sufoco para almoçar no Porto Maravilha

Volta ao trabalho presencial está lotando os restaurantes do Porto que sobreviveram à pandemia. Distanciamento diminuiu oferta de mesas

15 de setembro de 2021


Raphael Vidal, da Casa Porto, critica tratamento dados aos bares (Foto: Pedro Reis)


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Encontrar um lugar para almoçar sem espera não tem sido tarefa fácil para os funcionários das empresas do Porto Maravilha que regressaram ao trabalho presencial. Muitos estabelecimentos quebraram durante a pandemia. Outro problema é o número menor de mesas disponíveis por conta do distanciamento exigido pelos protocolos sanitários. O resultado disso é o aumento da espera para quem geralmente precisa comer rápido para voltar ao batente. Nesta quarta-feira, a reportagem do Diário do Porto registrou filas em diversas casas da região no horário do almoço. Em alguma delas, a espera passava de meia hora.

Exemplo do Déguster Café. Encravado entre os edifícios L’Oréal e Vista Guanabara, dois gigantes corporativos do Porto, a casa teve filas durante praticamente toda a hora do almoço. O pico foi por volta das 13hs, quando o maitre informou que o tempo de espera poderia chegar a 30 minutos. Garçonetes da casa disseram que o movimento vem aumentando gradativamente nos últimos 30 dias. Até então, o restaurante vendia cerca de 70 pratos no almoço. Hoje, praticamente dobrou a entrega, chegando próximo das 120 refeições. Mas ainda está longe dos números pré-pandemia, quando cerca de 200 pedidos eram anotados nas comandas nos dias de maior demanda. O Déguster Café aguarda o retorno dos eventos nos galpões do Boulevard Olímpico como Pier Mauá, Armazém da Utopia e outros para voltar a atender no happy-hour e noite. Hoje está abrindo apenas para almoço.

Déguster Café tem registrado filas na hora do almoço (foto/DiPo)

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Vidal, da Casa Porto, quer isonomia com outros segmentos

Proprietário dos bares mais agitadas do Porto, Raphael Vidal, da Casa Porto e Bafo da Prainha, reconhece que o movimento tem aumentado nas últimas semanas. Mas diz que a sensação de casa cheia é mais por conta do distanciamento sanitário, que diminuiu o número de mesas nos estabelecimentos, do que propriamente pelo aumento de clientes nos seus botequins. “O problema é que hoje você vai num teatro, num museu, numa casa de shows e o distanciamento é de um metro entre as pessoas ou mesas. Agora para bar continua 1,5 metro. Com isso a gente, que tinha 40 mesas, agora só tem 13. E isso provoca uma falsa sensação de que tá cheio, lotado, bombando. Passou da hora da Prefeitura rever isso”, afirmou Vidal.