Show de Jards Macalé abre exposição de artes no MAR

“Quem não luta tá morto – arte democracia utopia” reúne mais de 60 obras de artistas modernos e contemporâneos, sobre temas como direito à habitação, violência urbana e contra a mulher, racismo e questões de gênero. Pilotis serão palco de shows de abertura neste sábado (15)

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Por Um Fio, de Ana Maria Maiolino, é uma das obras que estarão expostas no MAR (Foto: Divulgação)

Temas importantes para a sociedade brasileira, como direito à habitação, violência urbana e contra a mulher, racismo e questões de gênero, entre outros, estarão expostos a partir deste sábado (15), às 16h, no Museu de Arte do Rio – MAR. É quando abre ao público  a exposição “Quem não luta tá morto – arte democracia utopia”, que reúne mais de 60 obras de diversos artistas  modernos e contemporâneos.

Para marcar a inauguração, a partir das 17h os pilotis serão palco de shows de Jards Macalaé, Doralyce e Bia Ferreira, além de uma apresentação do conjunto de funk Poesia nos pés e um recital do grupo Poetas favelados.

Com obras de artistas como Cildo Meireles, Anna Maria Maiolino, Claudia Andujar, Jaime Laureano e Ayrson Heráclito, a exposiçãoé assinada por Moacir do Anjos, um dos mais importantes curadores do país, com passagens pelas Bienais de São Paulo e Veneza, e faz parte do programa curatorial para os cinco anos da instituição.

“O pensamento utópico é essencialmente político. Ele enuncia e anuncia desigualdades muitas vezes fundantes de um contexto social específico. Confronta um conjunto de dispositivos institucionais e subjetivos mantenedores de uma situação onde o acesso a direitos vale somente para poucos e proclama a ideia de um mundo outro, organizado de forma mais paritária e justa. A condição para o exercício do pensamento utópico é, por consequência, a existência da democracia”, explica Moacir dos Anjos.

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Trabalhos expostos na mostra retratam questões sociais contemporâneas (Foto: Divulgação)

Sem ter pretensão de apresentar um panorama conclusivo, a mostra traz exemplos do pensamento utópico que marcam a arte brasileira recente. Para apontar uma continuidade dos danos sofridos por parte da população, trabalhos artísticos realizados em momentos passados estarão também presentes na exposição.

Ao lado deles, farão parte ainda da mostra propostas e ações realizadas por grupos comunitários, associações e outras articulações da sociedade civil que visam à construção de estruturas de atuação política e social.

“Quem não luta tá morto – arte democracia utopia” terá sete trabalhos comissionados, como o de Virginia de Medeiros, que dá nome à mostra. Os coletivos Amò e #cóleraalegria, assim como Graziela Kunsch, Raphael Escobar, Traplev e Jota Mombaça completam o time de artistas que criaram trabalhos para a exposição, que traz ainda nomes consagrados como Anna Maria Maiolino, Claudia Andujar, Paulo Bruscky, Cildo Merieles, entre outros.

Estruturas lúdicas nos pilotis do MAR

O debate, porém, não ficará restrito às galerias do museu. Para colocar em prática o projeto de expandir o diálogo, os arquitetos do Estúdio Chão criaram estruturas lúdicas que convidam o público a acessar os pilotis por cima do muro de vidro.

No espaço aberto do museu, módulos de madeira se transformarão em arquibancadas para formar a Arena, onde acontecerão encontros, bate-papo com artistas e atividades da Escola do Olhar. Além disso, haverá uma convocatória para que coletivos ocupem o espaço com suas atividades.

Serviço:

Entrada: R$ 20 ou R$ 10 (meia-entrada) – para pessoas com até 21 anos, estudantes de escolas particulares, universitários, pessoas com deficiência e servidores públicos da cidade do Rio de Janeiro. O MAR faz parte do Programa Carioca Paga Meia, que oferece meia-entrada aos cariocas e aos moradores da cidade do Rio de Janeiro em todas as instituições culturais vinculadas à Prefeitura. Apresente um documento comprobatório (identidade, comprovante de residência, contas de água, luz, telefone pagas com, no máximo, três meses de emissão) e retire o seu ingresso na bilheteria. Pagamento em dinheiro ou cartão (Visa ou Mastercard).

Bilhete Único: R$ 32 – R$ 16 (meia-entrada) para cariocas e residentes no Rio de Janeiro, mediante apresentação de documentação ou comprovante de residência comprobatórios. Serão considerados documentos comprobatórios aqueles que contenham o local de nascimento, tais como RG, carteira de habilitação, carteira de trabalho, passaporte etc. Serão considerados comprovantes de residência os títulos de cobrança com no máximo 3 (três) meses de emissão, como serviços de água, luz, telefone fixo ou gás natural, devidamente acompanhado de documento oficial de identificação com foto (RG, carteira de habilitação, carteira de trabalho, passaporte etc.) do usuário.

Política de gratuidade: Não pagam entrada – mediante a apresentação de documentação comprobatória – alunos da rede pública (ensinos fundamental e médio), crianças com até 5 anos ou pessoas a partir de 60, professores da rede pública, funcionários de museus, grupos em situação de vulnerabilidade social em visita educativa, Vizinhos do MAR e guias de turismo. Às terças-feiras a entrada é gratuita para o público geral.

Terça a domingo, das 10h às 17h. Às segundas o museu fecha para o público. Para mais informações, entre em contato pelo telefone (55 21) 3031-2741 ou acesse o site www.museudeartedorio.org.br.

Endereço: Praça Mauá, 5 – Centro.

 

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