Segundo semestre promete acelerar o Porto Maravilha | Diário do Porto

Investimentos

Segundo semestre promete acelerar o Porto Maravilha

Mais 6 mil trabalhadores irão diariamente para a região. Outras 25 mil pessoas são esperadas em centros de lazer a serem inaugurados

2 de junho de 2019


Edifícios do Porto Maravilha recebem novas empresas (foto: Dipo)


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Se o cenário em nível nacional está ainda nublado, no Porto Maravilha a luz do fim do túnel já começa a aparecer e há sinais claros de que no segundo semestre de 2019 o trem da economia local irá deslanchar.

Em agosto, o antigo prédio do Touring Club, na praça Mauá, recebe a edição deste ano do Casa Cor. No mesmo local, em novembro, está prevista a abertura do Mercado do Porto Carioca, com investimentos de R$ 45 milhões em 6 mil metros quadrados de um complexo cultural, artístico, gastronômico e educacional.

Será o mesmo mês em que finalmente começará a funcionar a Rio Star, a roda gigante que está sendo construída ao lado do AquaRio e promete ser o buchicho do próximo verão, com capacidade para receber até 20 mil pessoas por dia.

Até lá, a Bradesco Seguros deverá ter ocupado totalmente o edifício Port Corporate, trazendo um fluxo de 3.000 funcionários às proximidades da Rodoviária Novo Rio.

Essa grande circulação de pessoas será facilitada com o final das obras do novo viaduto entre a Ponte Rio-Niterói e a Linha Vermelha, que a concessionária Ecoponte entregará até o final do ano. As obras ainda continuarão até 2020, em um segundo viaduto, que ligará o Cais do Porto até o acesso na avenida Brasil, em Manguinhos.

Neste segundo semestre também é esperado um desfecho para a novela da Caixa Econômica Federal, que pode levar para o Porto Maravilha parte dos funcionários de sua sede no Rio. O local de destino deve ser um dos mais modernos edifícios da cidade, o Aqwa. O mesmo que já abriga a Fábrica de Startups, aceleradora portuguesa que tem projetos com mais de 100 empresas de base tecnológica.


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O presidente da Caixa, Pedro Guimarães, já deu declarações de que não é admissível a instituição pagar aluguel na Cinelândia, enquanto tem participações em empreendimentos no Porto e é a maior interessada em seu desenvolvimento imobiliário, após ter investido cerca de R$ 8 bilhões na região.

Se a Caixa demorou para despertar para a atratividade da Orla Conde, outras empresas não cometeram o mesmo erro. Tanto que o edifício Vista Guanabara está próximo de ter todos os seus andares ocupados.

Já estão lá o Bocom BBM, banco de origem chinesa, e a Casa Granado, tradicional empresa do país no setor de perfumes e cosméticos. A seguradora Amil também está chegando, para ocupar 8 andares. Agora, é a seguradora italiana Generali que está anunciando sua transferência para o prédio, onde ocupará os 16º e 17º andares.

Com todas as novas transferências, pelo menos mais 6 mil pessoas irão trabalhar na região diariamente. Outras 25 mil são esperadas para os novos centros de lazer.

Esse público deverá impulsionar a criação de negócios, como bares, restaurantes, agências bancárias, academias de ginástica, salões de beleza e outros prestadores de serviços, segundo prevê a a Companhia de Desenvolvimento Urbano da Região do Porto do Rio de Janeiro (Cdurp), gerando empregos, renda e arrecadação tributária.

Para todos esses sonhos se realizarem, há obstáculos a vencer. Mas isso é tema para outro capítulo.