Sede da Câmara pode ser 1º prédio público lixo zero do Rio | Diário do Porto


Sustentabilidade

Sede da Câmara pode ser 1º prédio público lixo zero do Rio

Programa para aproveitamento total do lixo gerado pelo Palácio Pedro Ernesto, sede da Câmara, pode marcar adesão ao programa Lixo Zero

25 de maio de 2021



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Sede da Câmara de Vereadores do Rio, o Palácio Pedro Ernesto pode ser tornar o primeiro prédio público lixo zero da cidade. A proposta do vereador Vitor Hugo (MDB), vice-presidente da Comissão Municipal de Meio Ambiente, à presidência da Casa sugere que sejam adotadas ações que levem à gestão integral dos resíduos sólidos produzidos no prédio.

A ideia é zerar o lixo produzido pela Câmara, separando e destinando corretamente todo o material, em três categorias: orgânico, que deverá ser encaminhado para compostagem; material reciclável, direcionado para cooperativas de catadores; e rejeito, que deverá ser recolhido para local apropriado onde não poderá contaminar o solo, como aconteceria num aterro sanitário comum.

“Sendo a casa do povo, a câmara servirá como exemplo de gestão de resíduos sólidos para outras instituições públicas e privadas na cidade, bem como para toda população. O objetivo é não contribuir para a produção de lixo que segue, indiscriminadamente, para os aterros sanitários, além colaborar com a geração de renda para os profissionais catadores, e proteger o meio ambiente do descarte irregular”, disse o idealizador do programa.


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Semana Lixo Zero

Nesta terça-feira, 15, passou a vigorar a Lei Nº 6.905/2021, que inclui a Semana Lixo Zero no calendário oficial da cidade, a ser comemorada anualmente na última semana do mês de outubro. O projeto de lei é de autoria do vereador Célio Lupparelli (DEM). Na semana passada, a Câmara de Vereadores e a Assembleia Legislativa (Alerj) promoveram o Fórum Municipal Cidades Lixo Zero que reuniu gestores públicos, acadêmicos, parlamentares, empresários e sociedade civil.

Soluções ou atitudes simples para o problema crescente no Rio de Janeiro e a gestão e tratamento consciente dos resíduos sólidos, com melhor aproveitamento dos recursos públicos, foram discutidas no evento, realizado no auditório da Associação Brasileira de Agências de Viagens (Abav), no Centro, em parceria com o Instituto Lixo Zero Brasil. O ILZB iniciou um ciclo de debates sobre o tema em diversos estados e no Distrito Federal ao longo do mês de maio, como preparação para o evento nacional.

Terceiro maior gasto

Levantamento da Organização Compromisso Empresarial para Reciclagem (Cempre) mostrou que dos 5.570 municípios brasileiros, apenas 1.129 tinham programa de coleta seletiva em 2020. O Instituto Lixo Zero Brasil (ILZB) estima que o Brasil produz 80 milhões de toneladas de resíduos sólidos por ano, o equivalente a cerca de 200 estádios de futebol, ou a uma média de 450 quilos por habitante.

O descarte gera uma perda anual de R$ 120 bilhões em produtos que poderiam ser reciclados. Hoje, o lixo é o terceiro maior gasto das cidades brasileiras. “Sempre que vejo alguém reclamar da falta de recursos para construir um hospital ou uma escola, lembro que tanto um quanto o outro estão sendo jogados no lixo”, diz Rodrigo Sabatini, presidente do Instituto Lixo Zero Brasil.

 


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