Secretário Otavio Leite anuncia o Salão do Turismo | Diário do Porto

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Secretário Otavio Leite anuncia o Salão do Turismo

O Salão vai promover as cidades do interior do Rio, entre os dias 22 e 25 de agosto, no Píer Mauá. Otavio mostra dados e diz que a segurança está melhorando

28 de julho de 2019
Otavio Leite: mudanças em impostos para aviação e eventos vão estimular novos negócios (foto: Secretaria de Estado de Turismo)


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O secretário de Turismo do Estado do Rio de Janeiro, Otavio Leite, 58, diz que o desenvolvimento dessa atividade econômica sempre foi prioridade em seus 26 anos de mandatos consecutivos, como vereador, deputado estadual e federal. Agora, na administração do governador Wilson Witzel, tem a oportunidade de mostrar por que o turismo é chamado por eles de “o novo petróleo”.

Em entrevista ao Diário do Porto, Otavio Leite falou sobre a volta do Salão do Turismo, evento para promover as cidades do interior fluminense, nos dias 22, 23, 24 e 25 de agosto, no Píer Mauá. Explicou a importância do turismo na economia estadual, com 8% do PIB. Mostrou o compromisso pessoal do governador com os eventos corporativos e feiras. Exibiu números de melhora nos índices de segurança, fator fundamental para atrair visitantes. Por fim, falou sobre a recente decisão de reduzir para 7% a alíquota de ICMS sobre combustível de aviões. Medida que só funciona para novos voos.

Veja a seguir os principais trechos de sua entrevista ao Diário do Porto:

DIÁRIO DO PORTO: A Secretaria vai realizar novamente o Salão do Turismo?

Otavio Leite: Isso mesmo. Depois de 8 anos, vamos retomar neste mês de agosto o Salão do Turismo, que é tão importante para o desenvolvimento do turismo no interior do Rio. Teremos atrações nos dias 22, 23, 24 e 25 de agosto, no Píer Mauá. Nossas cidades vão trazer o que têm de melhor para apresentar ao público carioca e aos visitantes de outros Estados e países. Será uma grande festa.

DIÁRIO: O que o público pode esperar do Salão?

Otavio: O evento estará dividido em setores. No primeiro, que chamamos de Encantamento, as cidades participantes vão mostrar produtos e artesanatos típicos, além de suas paisagens, locais de interesse, suas histórias. Teremos também locais para apresentações institucionais de cada município e outros para vendas de pacotes, onde o visitante do Salão poderá programar suas próximas férias ou viagens de lazer. Haverá ainda um setor para apresentação de estudos sobre turismo, onde vamos trocar conhecimentos e experiências para aperfeiçoar esse setor econômico.

DIÁRIO: O Salão ocorre ao mesmo tempo em que é realizado o Rio Gastronomia, também no Píer. Há sinergia entre os dois eventos?

Otavio: Sim. Estamos fazendo uma parceria com o Rio Gastronomia, que atrai cerca de 30 mil pessoas, com poder de consumo. Esse público vai poder visitar também o Salão do Turismo e conhecer as maravilhas do interior do Rio.


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DIÁRIO: Qual a importância do turismo na economia do Rio e qual a importância do turismo circular, esse que se realiza dentro do próprio Estado?

Otavio: O turismo faz parte do setor de serviços, que representa cerca de 65% do PIB estadual. O setor de petróleo, que é tão falado, tem 25% de participação. Há estimativas que apontam o turismo sozinho com 7% a 8%. Só em bares e restaurantes, emprega cerca de 170 mil pessoas. Estamos falando de um segmento econômico muito importante e que tem grande potencial para crescer. E aí entra o turismo circular, uma forma de irrigar o interior do Estado com visitantes que têm origem na própria capital ou em outras cidades do Rio. O turismo circular produz e distribui riqueza, gera emprego e renda. É tão importante quanto atrair turistas estrangeiros ou de outros Estados.

DIÁRIO: Um dos maiores desafios do Rio para o desenvolvimento do turismo é a segurança. Como o Governo trata essa questão?

Otavio: Temos uma preocupação especial para a segurança nas áreas turísticas da capital, mas podemos dizer que já temos índices gerais melhores, nesses primeiros seis meses de gestão. A queda na criminalidade é sentida pelos turistas e operadores de turismo, o que aumenta a atratividade do Rio. Por exemplo, houve queda de 16% em roubo nas ruas, de 34% em latrocínio (roubo seguido de morte), de 26% em homicídio doloso (assassinato intencional), 21% em roubo de cargas e 24% em roubo de veículos.

DIÁRIO: Mas ainda falta muito por fazer.

Otavio: O que podemos dizer é que saímos da inércia. O Estado do Rio passou muito tempo sem rumo. Hoje, já temos um horizonte claro e promissor. Temos um Governo que não foge às suas responsabilidades.

DIÁRIO: Em relação ao turismo, o Rio perdeu ao longo dos anos boa parte dos eventos corporativos e de negócios, que movimentam principalmente o turismo na cidade de São Paulo. O que está sendo feito para recuperar esse mercado?

Otavio: Estamos trabalhando muito para isso. Em março, lançamos um programa chamado Rumo ao Rio, que tem justamente esse objetivo. Com esse programa, já foram emitidas 151 cartas especiais, assinadas pessoalmente pelo governador Wilson Witzel, que atestam ao realizador de um evento que ele terá total apoio do Governo do Estado para que seu projeto seja um sucesso. Isso é um compromisso oficial, que o realizador do evento pode apresentar para as empresas e organizações corporativas que estão selecionando locais para suas feiras, congressos e convenções. A carta do governador mostra a seriedade com que a atual gestão trata o turismo.

MENOS IMPOSTOS

DIÁRIO: Um outro fator que prejudica a realização de feiras e eventos no Rio é a tributação do ICMS (Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços). Como isso está sendo tratado?

Otavio: Essa é outra realidade que estamos mudando desde março. Da forma como a tributação era feita, tínhamos uma ação do próprio Governo para afugentar os realizadores de eventos e feiras. Antes, o expositor era obrigado a recolher antecipadamente o valor de 21% de ICMS sobre todos os produtos que trouxesse para uma feira, pagando mesmo que não houvesse a venda final. Havia uma promessa de restituição do valor recolhido, caso o produto não fosse vendido. Mas o cumprimento disso era uma tortura, um labirinto intransponível. Acabamos com isso. Agora, o expositor só paga o imposto depois da venda. Só paga pelo que efetivamente vendeu. Algo que parece tão lógico, mas que os governos anteriores não fizeram e que trouxe imenso prejuízo ao turismo e à economia do Estado.

DIÁRIO: A redução da alíquota do combustível para aviões de 13% para 7% não diminui a arrecadação do Estado e afeta o Regime de Recuperação Fiscal?

Otavio: Nenhuma coisa nem outra. A redução só será realizada para novos voos que forem criados para o Rio, não será destinada aos voos já existentes. Então, não provoca perdas de arrecadação e, sim, estimula o seu crescimento. É um instrumento que incentiva a criação de novas rotas, o retorno de rotas que foram extintas ou transferidas para outros destinos. Queremos, principalmente, o retorno dos voos diretos para os EUA que o Rio perdeu nos últimos anos.