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Sebrae Rio: faturamento caiu para 79% das empresas

Sebrae Rio mostra que equilibrar as finanças é o principal desafio para 30% dos pequenos negócios. Quase metade dos empresários não usou ajuda do Governo

27 de abril de 2021
Sebrae Rio traz pesquisa que mostra as dificuldades dos empreendedores na pandemia (foto: Agência Brasil / Marcelo Camargo)


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Levantamento feito pelo Sebrae Rio, entre os dias 6 e 8 de abril, com a participação de 597 donos de pequenos negócios fluminenses demonstrou que o grande desafio de 3 em cada 10 empreendedores no Estado é equilibrar as finanças em meio à grave crise sanitária e econômica causada pela pandemia de Covid-19.

A pesquisa mostra que, desde o início da crise, os pequenos negócios passam por dificuldades, o que levou 59% das empresas a implementaram mudanças para continuar funcionando. Apesar das adaptações realizadas, 79% alegaram diminuição no faturamento, 9% permaneceram com o rendimento igual, 7% acreditam que foi melhor que o ano passado e 5% não souberam responder.

Para 24% dos empresários, manter o volume de vendas é uma preocupação, seguido do planejamento das atividades diante da crise (21%). Na sequência, 11% dos entrevistados informaram que sua maior aflição é como manter o seu quadro de funcionários, 7% têm receio sobre a adaptação ao atendimento digital e 5% seguem com dúvidas de como conciliar o atendimento digital com o presencial.

Sebrae Rio mostra que ajuda do Governo não chegou a todos

As medidas econômicas voltadas para a redução dos impactos da pandemia de Covid-19 anunciadas pelo Governo Federal foram importantes para a manutenção dos pequenos negócios, porém, no Estado do Rio de Janeiro, 45% dos empreendedores não utilizaram nenhuma ajuda governamental.

A pesquisa do Sebrae no Rio mostrou que 15% reduziram ou suspenderam o contrato de trabalho. Outros 14% acessaram linhas de crédito com condições especiais e 12% adiaram o pagamento dos impostos. Apenas 4% usaram o auxílio emergencial da Prefeitura para pagamento de salário dos funcionários, 3% aproveitaram a flexibilização de regras para exercício de atividades e 2% conseguiram empréstimos a juro zero.

Para apoiar os pequenos negócios, os empreendedores acreditam que algumas medidas deveriam ser implementadas novamente ou intensificadas pelo governo. Quase um terço (28%) esperam novos projetos financeiros como auxílio emergencial e empréstimos a juro zero, 21% querem operações relacionadas ao crédito, 20% desejam medidas tributárias, 14% aguardam ações de estímulo ao consumo e 11% torcem por flexibilização das regras trabalhistas neste período de crise.

Vendas online são oportunidade, diz Sebrae Rio

O levantamento mostra ainda que 58% das empresas fluminenses não estão vendendo de forma online. Dos pequenos negócios que apostaram nos canais digitais, 28% alegaram que as vendas online representaram até 50% de todo o faturamento. Já 14% disseram que esse modelo correspondeu a mais do que 50% da renda. A análise levou em consideração o primeiro trimestre do ano mais o início de abril, em comparação com o mesmo período do ano passado.

“Apesar da mudança no comportamento do consumidor, é interessante notar que a maioria das empresas não vende de forma online. A adaptação ao digital junto à recuperação financeira da empresa são os principais desafios para os empreendedores no atual contexto em que vivemos”, pontua Antonio Alvarenga, diretor-superintendente do Sebrae Rio.

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