Sebastião Salgado, no Museu do Amanhã, mostra a Amazônia | Diário do Porto


Arte

Sebastião Salgado, no Museu do Amanhã, mostra a Amazônia

Exposição no Museu do Amanhã reúne fotografias da Região Amazônica e vídeos com relatos sobre as ameaças ao ambiente e aos povos locais

29 de junho de 2022

Exposição no Museu do Amanhã cria ambiente de floresta e busca conscientizar as pessoas (Foto: Sebastião Salgado/Divulgação)

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O Museu do Amanhã abre em 19 de julho a exposição “Amazônia”, de Sebastião Salgado, idealizada por Lélia Wanick Salgado, que assina a curadoria. Na mostra, o público poderá ver 194 fotografias especiais de um dos mais importantes fotógrafos brasileiros da atualidade. A exposição, que fica disponível até 29 de janeiro, já teve passagens por Paris, Londres, Roma e São Paulo.

A mostra Amazônia é o resultado da imersão, por sete anos, de Sebastião e Lélia Wanick Salgado, na região que cobre o Norte do Brasil e se estende a mais oito países sul-americanos, ocupando um terço do continente. A maior floresta tropical do planeta, traduzida pelas lentes e pela cenografia dos Salgado, transforma-se em um convite à informação, à reflexão e à ação em defesa do ecossistema imprescindível à vida no planeta. Ao projetar ‘Amazônia’, quis criar um ambiente em que o visitante se sentisse dentro da floresta, se integrasse com sua exuberante vegetação e com o cotidiano das populações locais, comenta Lélia.

Tomadas por ar, por terra e água, as imagens estão distribuídas em núcleos temáticos, que revelam o refinamento e a engenhosidade dos povos da região, alguns pouquíssimo contactados. Na Amazônia inteira, a sofisticação cultural dos povos é colossal, diz Salgado, que registrou 12 etnias (das quase 200 remanescentes) para essa mostra.


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Amazônia
Fotografias de Sebastião Salgado chegam ao Rio após rodarem o mundo (Foto: Reprodução)

Exposição no Museu do Amanhã quer alertar o público

Além disso, na exposição, há também, por meio de um vídeo, relatos de lideranças indígenas sobre a importância da terra, dos rios, da floresta amazônica e dos graves problemas que ameaçam, inclusive, a sobrevivência de indivíduos e de etnias na região amazônica. Esta exposição tem o objetivo de alimentar o debate sobre o futuro da floresta amazônica. É algo que deve ser feito com a participação de todos no planeta, junto com as organizações indígenas, defende Sebastião Salgado.

Para Ricardo Piquet, diretor-Presidente do Museu do Amanhã, a instituição está em sintonia com o tema floresta e cultura amazônicas. Em 2022, o Museu do Amanhã dá protagonismo à Amazônia por meio de programações diversificadas que vão de exposições a debates. Nós temos o propósito de contribuir para a conscientização da importância da conservação do bioma e do patrimônio imaterial da região. É uma honra poder levar ao nosso público essa mostra imperdível de Sebastião Salgado, que abriu uma caminhada global de proteção aos povos indígenas da Amazônia. É impressionante poder conferir o olhar dele, que nos traz uma visão riquíssima e pouco conhecida da floresta e dos seus povos, afirma.


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