Santos Dumont será licitado sem aeroportos mineiros | Diário do Porto


Economia

Santos Dumont será licitado sem aeroportos mineiros

Vitória do Rio na licitação do Santos Dumont. Governo Federal retirou aeroportos mineiros do bloco e vai licitar terminal carioca sozinho

1 de fevereiro de 2022

A retirada dos aeroportos mineiros era uma das principais reinvindicações do Rio (foto: Infraero)

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O Rio de Janeiro conseguiu uma importante vitória no processo de licitação do Aeroporto Santos Dumont. O terminal do Centro do Rio será leiloado fora do bloco antes formado com os aeródromos mineiros de Montes Claros, Uberlândia e Uberaba. O anúncio da decisão foi feito em Brasília pelo ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, e o governador Cláudio Castro, com a presença do presidente Jair Bolsonaro e do senador fluminense Carlos Portinho.

A retirada dos aeroportos mineiros era uma das principais reinvindicações do Rio no processo de remodelação do edital do Santos Dumont. Caso continuassem, o futuro operador do Santos Dumont iria acabar transferindo recursos obtidos no Rio para pagar a conta da operação deficitária dos três aeroportos mineiros, numa forma direta de financiamento da economia do Estado vizinho.

Além disso, segundo a argumentação do senador Carlos Portinho, a presença dos terminais mineiros no bloco poderia diminuir o interesse de possíveis investidores pelo Santos Dumont. Com ofertas menos atrativas, a outorga paga pelo vencedor seria menor, o que diminuiria a própria arrecadação da União no processo.  Havia também o pedido para que houvesse isonomia com a licitação do Aeroporto da Pampulha, que a exemplo do Santos Dumont foi leiloado sozinho.

Essa foi a primeira vitória do Rio. Mas não pode ser a última. Além da retirada dos aeroportos mineiros do bloco, os representantes do Estado reivindicam a limitação de voos no Santos Dumont e a proibição de operações internacionais no terminal. Com isso se busca reforçar a posição do Aeroporto Internacional do Galeão como principal hub aéreo do Rio de Janeiro.

Esses temas seguem em debate no Grupo de Trabalho formado pelos governos federal, estadual e municipal, Secretaria de Aviação Civil, ANAC e entidades setoriais. A próxima reunião do grupo está agendada para a próxima quarta-feira em Brasília.


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